Resiliência, imagem ilustrativa de semente germinando

O que significa Resiliência? E como ela se aplica na vida dos indivíduos e das organizações?

A palavra Resiliência sempre nos surge no dia a dia, com diversos conceitos, em diversos contextos e várias interpretações. Mas, afinal, o que é Resiliência? Se origina do latim (resilio) que significa retornar a um estado anterior; é comum ser utilizada na Engenharia e na Física como definição da capacidade de um corpo físico voltar a seu estado normal, após sofrer algum tipo de estresse (pressão). Esse conceito foi trazido para a área das Ciências Humanas para demonstrar a capacidade em que os indivíduos ou grupos de indivíduos tinham de se adaptar frente às diversidades encontradas, mesmo inserido em ambientes em que não lhes é favorável (BARLACH, 2008, p. 102).

Essa capacidade de adaptação, em um ambiente transformacional, requer que o indivíduo esteja preparado para a metamorfose que cada momento exige. O estudo da resiliência, em analogia às organizações e às pessoas, remete à obtenção de resultados positivos, com a capacidade de superar adversidades, a crise, de empreender em difíceis situações (RONCHI et al.; 2015 p. 04).

O contexto de cada indivíduo sempre é subjetivo, ou seja, as relações que possuem com a família, saúde, relacionamento, trabalho e carreira, espiritualidade, entre outras; essa subjetividade requer esforços diferentes para cada pessoa e “cobranças” de cada uma das relações que possuem em sua vida. Nessa perspectiva, o sentido atribuído à sua vida permite que o indivíduo descubra e forme a sua identidade, visto que a percepção de realização é um fator importante para dar lhe dar sentido.

Há aqui uma mudança de paradigma dado ao enfoque sobre a resiliência, a perspectiva fragilidade dá lugar ao indivíduo capaz de enfrentar seus desafios e faz com que se descubra novas formas de recobrar suas forças (CIMBALISTA, 2006, p. 17). Algumas características básicas dela podem ser relacionadas, como: positividade, foco, flexibilidade, organização e proatividade. Esses aspectos estão ligados e permitem que o indivíduo tenha uma direção para lidar com situações adversas. O’ sujeito resiliente é aquele que demonstra confiança, que é flexível diante de incertezas, sendo capaz de se adaptar às mudanças (CONNER, 1995, p. 87).

Resiliência, Indivíduos e as Organizações

Entendido que a Resiliência é inerente a cada pessoa, não se pode afirmar que há Resiliência nas Organizações, mas sim que há Indivíduos Resilientes No Contexto Organizacional. Esse entendimento é importante tanto para o Gestor quanto para os Trabalhadores, para que quando se identifica o “estresse” (situação adversa), o indivíduo terá que buscar estratégias para minimizar sua vulnerabilidade, tenha a capacidade de agir e voltar para o estado anterior de normalidade.

No contexto Organizacional, não se pode entendê-la como uma característica que deve ser sempre presente, ela é situacional e depende de vários contextos.  Quando o indivíduo não chega a realizar os objetivos, ou então a superá-los, não deve-se jogar a responsabilidade a si, mas sim entender em conjunto as causas que levaram a não resolução de uma situação adversa.

Sendo assim, pode-se analisar que, a resiliência é  entendida como um fenômeno dinâmico e ativo, articulado por fatores de risco e proteção. Esses fatores são provenientes da interação entre o meio social e o individual; dessa forma, o indivíduo deve ter atitudes resilientes para retomar aquilo que precisa ser refeito, superado ou ultrapassar os obstáculos; Por fim, Ser Resiliente é um processo em que requer que o indivíduo tenha a capacidade de reflexão, capacidade analítica e ânimo.

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Autor:

Foto do rosto do professor Kassyo sousa, qutor da matéria

Prof. Esp. Kassyo Sousa

Professor da Faculdade Laboro

Especialista em Estatística pela Universidade Estadual do Maranhão. Bacharel em Administração na Universidade Ceuma. Desenvolve atividade de pesquisa no GPADS (Grupo de Pesquisa em Administração e Sociedade), Atua como Assessor na Pró-Reitoria de Planejamento e Administração da UEMA e Consultor na área de Processos Organizacionais.

kassyo@laboro.edu.br

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REFERÊNCIAS

BARLACH, L; LIMONGI-FRANÇA, A. C; MALVEZZI, S. O Conceito de Resiliência Aplicado ao Trabalho nas Organizações. Revista Interamericana de Psicologia, São Paulo, v. 42, n. 1, p. 101-112, 2008. Disponível em: <http://pepsic.bvsalud.org/pdf/rip/v42n1/v42n1a11.pdf>

CIMBALISTA, S. Reflexões sobre o trabalho e a subjetividade de trabalhadores resilientes sob o sistema de produção flexível. Revista da FAE, Curitiba, v. 9, n. 2, p. 13-28, dez. 2006. Disponível em: <https://revistafae.fae.edu/revistafae/article/view/359/246>

CONNER, R.J. Gerenciando na velocidade da mudança: Como Gerentes Resilientes são bem-sucedidos e Prosperam Onde Outros Fracassam. Rio de Janeiro: IBPI Press, 1995.

RONCHI, C. C; CARVALHO, T. N; BANDEIRA, N. P; JÚNIOR, S. M. M. Resiliência e Qualidade de Vida: As Reverberações Discursivas no Imaginário dos Líderes. In: EnGPR – V Encontro de Gestão de Pessoas e Relações de Trabalho. Salvador, nov. 2015.

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