Queimadas: influência sobre o meio ambiente

O presente trabalho indica a situação atual da influência que as queimadas causam ao meio ambiente, bem como sua ação drástica a natureza, aos prejuízos à saúde humana, entre outros impactos ambientais.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autora: Evandro Diniz (aluno da disciplina Produção e Inovação Científica)

Orientadora: Profa. Ma. Bruna Almeida

Assim como o preparo de solo, as outras operações como o plantio e os cultivos, devem ser realizados em contorno para evitar erosão e ao mesmo tempo facilitar a absorção da água no solo, conservando a umidade do solo, e provendo os lençóis freáticos, objetivando a preservação ambiental.

As queimadas acabam com a natureza, provocam a morte da fauna e da flora, diminuindo seus exemplares e acarretando em grandes prejuízos ao meio ambiente, além de outros impactos ambientais.

Por meio do aspecto negativo usado no meio rural através do uso das queimadas como técnica de cultivo em pastagens e para limpeza de restos vegetais.

Porém, trazendo diversos prejuízos a biodiversidade, por meio do calor do fogo das queimadas altera-se as propriedades físicas e químicas do solo, acabando-se os microrganismos responsáveis pela transformação e decomposição da matéria orgânica e pela ciclagem dos nutrientes no solo, diminuindo a atividade biológica.

Queimadas

As queimadas provocam a redução da fertilidade pela perda de nutrientes por lixiviação e altera o pH (potencial hidrogeniônico) do solo. Diminui a capacidade de absorção de água do solo, provocando o seu ressecamento, podendo levar à desertificação.

A fumaça provoca poluição da atmosfera, mudando a qualidade do ar, causando danos à saúde das pessoas locais. Dificulta a visibilidade nas rodovias ocasionando acidentes de trânsito. O hábito das queimadas aumenta o lançamento de gases de efeito estufa, contribuindo para as alterações climáticas.

A utilização do fogo como instrumento agrícola gera diversos impactos ao meio ambiente, entre eles a perda da biodiversidade. Vários motivos levam a degradação ambiental, dentre os principais estão:

  • corte;
  • incêndios;
  • atividades agropastoris.

Os desmatamentos e as queimadas são duas das maiores questões ambientais enfrentadas pelo Brasil atualmente. Embora distintas, são práticas tradicionalmente associadas, pois em sequência à derrubada da vegetação, quase sempre há a queima do material vegetal (GONÇALVES et al, 2012).

O aumento das doenças respiratórias em razão dos gases e partículas nocivas ocorrem episódios de grandes queimadas até hoje, principalmente nas nossas áreas brasileiras mais produtivas:

  • Cerrado;
  • Pantanal;
  • Amazônia.

São os biomas que mais sofrem com as queimadas ilegais.

Os números de destruição, inclusive, são muito grandes, pois em 2019, de janeiro a agosto, num total de 113.743 Km 2 foi destruído pelas queimadas no Brasil, segundo WWF – Brasil com dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

As principais causas das queimadas:

  • Desmatamento, queimando as plantas menores para facilitar o corte das árvores de médio e grande porte;
  • Colheita manual de cana-de-açúcar, para facilitar o corte e a limpeza do terreno dos canaviais; Balões e fogos de artifício que ocasionam incêndios nas florestas; Vandalismo das pessoas que jogam bitucas de cigarro nas margens das estradas, rodovias e terrenos abandonados;
  • Disputa de terras, proprietários de terras provocam incêndio de forma intencional motivados por brigas e consideradas queimadas criminais;
  • Falta de chuvas, quando a umidade do ar está muito baixa na atmosfera e no solo em regiões onde a pouca chuva.

As queimadas provocam um uso maior de agrotóxicos e herbicida, para o controle de pragas e de plantas invasoras, sendo que esta prática agrava ainda mais a questão ambiental, afetando os microrganismos do solo e contaminando o lençol freático e os mananciais.

A contaminação da água pode atingir níveis de difícil ou até mesmo impossível recuperação (GIGANTE et AL, 2007).

Código Florestal

O atual Código Florestal (Lei nº 12.651/ 2012) manteve a proibição do uso do fogo na vegetação, porém com algumas exceções. Art. 38. É proibido o uso de fogo na vegetação, exceto nas seguintes situações:

  1. Em locais ou regiões que justifiquem o emprego do fogo em práticas agropastoris ou florestais, mediante prévia aprovação do órgão estadual ambiental;
  2. Emprego da queima controlada em Unidades de Conservação, em conformidade com o plano de manejo, visando ao manejo conservacionista da vegetação nativa, cujas características ecológicas estejam associadas evolutivamente à ocorrência do fogo;
  3. Atividades de pesquisa científica vinculada a projeto de pesquisa devidamente aprovado pelos órgãos competentes. (BRASIL, 2012).

O novo Código inovou ao incluir o uso da Queima Controlada nas Unidades de Conservação nas quais exista um plano de manejo, privilegiando o Cerrado Brasileiro que é um bioma cujas características ecológicas estão associadas à ocorrência do fogo.

Outra importante novidade no Código Florestal vigente é seu artigo 40, no qual é incumbido ao Governo Federal o estabelecimento de uma Política Nacional de:

  • Manejo e Controle de Queimadas;
  • Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais.

Essa medida pode gerar novos mecanismos e instrumentos para melhor fiscalização e controle do fogo no país.

Preparo do solo

O preparo de solo é uma prática presente em todas as propriedades rurais produtivas, e por isso assume importância como causa de impactos ambientais. As operações de preparo de solo precisam ser realizadas com técnicas que protejam contra a erosão.

Os usos das práticas conservacionistas podem garantir que o conjunto solo/água seja preservado, evitando que ocorra erosão.

Assim como o preparo de solo, as outras operações como o plantio e os cultivos, devem ser realizados em contorno para evitar erosão e ao mesmo tempo facilitar a infiltração da água no solo, mantendo a umidade do solo, e abastecendo os lençóis freáticos.

O sistema de plantio adotado na propriedade pode resultar em impactos ambientais negativos, causando danos ambientais, ou em impactos positivos, com benefícios para o meio ambiente.

Consulte nossos Cursos.

Se torne um especialista de Excelência.

Garanta já sua vaga!

REFERÊNCIAS

BRASIL, Decreto Federal n°12.651 de 25 de maio de 2012. Institui o Novo Código Florestal Brasileiro. Brasília, DF, 2012. Disponível em < http://www.planalto.gov.br > Acesso em: 08/10/2020.

GIGANTE, L. A.; ZAVALA, A.Z.; PEREIRA, B.D.; SILVA, G. R.; OYAMADA, G. C. Um estudo da similaridade das queimadas entre munícipios no estado de Mato Grosso. In: Sober. XLV Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural. Londrina, julho de 2007.

GONÇALVES, K.S; Castro, H.A; HACON, S.S. As queimadas na região amazônica e o adoecimento respiratório. In: Ciência & Saúde Coletiva. Data de publicação: 01/06/2012.