Produção e Inovação “O uso de recursos audiovisuais no processo de recrutamento e seleção”

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autores: Fernando Bouty, Letícia Roland e Rejamara Lima

Alunos do Curso de MBA EM GESTÃO DE PESSOAS

Orientadora: Walline Alves Guimarães

Mestra em Cultura e Sociedade (UFMA). Graduação em Comunicação Social (UFMA)

A otimização do tempo e a redução de tarefas operacionais nos processos seletivos são grandes desafios para a organização, levando em consideração a necessidade de escolher os melhores profissionais com mais rapidez e qualidade. Neste sentido, o uso de recursos audiovisuais vem ganhando espaço no processo de agregar pessoas – recrutamento e seleção – possibilitando ao recrutador uma avaliação mais minuciosa dos candidatos.

Nesta era da informação, as organizações buscam ter um diferencial competitivo no mercado de trabalho, elas buscam profissionais que possam agregar capital intelectual à empresa. Isto reflete diretamente no setor de Recursos Humanos (RH) que procura novas formas de atrair e selecionar candidatos que se encaixem ao que a empresa precisa. Neste anseio por inovar, tais práticas ratificam que “a inovação é a ferramenta-chave dos gestores, o meio pelo qual exploram a mudança como uma oportunidade para um negócio ou serviço diferente. É passível de ser apresentada como uma disciplina, de ser ensinada e aprendida, de ser praticada” (DRUCKER, 1985 apud BESSANT e TIDD, 2009, p.27).

Para Chiavenato (2014) recrutamento indica a comunicação e divulgação de oportunidades de emprego e a atração de candidatos para o processo seletivo. A seleção busca entre os candidatos recrutados aqueles mais adequados aos cargos ou possuam as competências requeridas pelo negócio. Os recursos audiovisuais aliados à internet e às plataformas digitais representam um grande avanço. Segundo Fragoso (2017, p. 20) “o crescimento das tecnologias da informação e da comunicação provocam uma considerável redução de custos, de tempo e de burocracia e permite ganhos de produtividade, tornando os processos de R&S mais eficazes, eficientes e até menos dispendiosos com o recurso a novas tecnologias”.

Na etapa de recrutamento algumas organizações dispõem em sua plataforma digital (site) um campo (trabalhe conosco) no qual os candidatos podem inserir dados biográficos, em campos estruturados; outras organizações apenas divulgam as suas vagas em plataformas de redes sociais relevantes (Linkedin, Instagram, Facebook), em websites de emprego generalistas ou em específicos (Vagas.com, Catho) para que os candidatos enviem seus currículos (GOMES et al., 2015; FIDALGO; CARNEIRO, 2016 apud FRAGOSO, 2017). Neste momento, algumas empresas também solicitam um pequeno vídeo de apresentação pessoal a fim de conhecer melhor o candidato. Na seleção, esses recursos audiovisuais enviados no recrutamento são avaliados e outras plataformas como Skype são usadas.

Com o mundo ficando cada vez mais complexo e uma rotina cada vez mais turbulenta, as organizações entenderam a importância de encontrar um mecanismo para simplificar o processo de recrutamento e seleção, facilitando, assim, tanto a vida do candidato quanto dos profissionais de Recursos Humanos. O RH já vem utilizando a tecnologia nos processos seletivos, como a entrevista por vídeo, uma inovação aonde se ganha muito tempo. Como esse diferencial vem dando certo a proposta do grupo é pedir a inclusão do vídeo no currículo do candidato. Seria um vídeo de apresentação de 1 minuto chegando até 1 min e meio onde anexado ao seu currículo o candidato teria que fazer uma apresentação pessoal falando de suas qualidades e experiências. Com isso o RH não teria que fazer um grande processo seletivo, através do vídeo se poderia fazer uma seleção dos melhores candidatos e com o perfil desejado pela empresa. Vale ressaltar que a apresentação olho a olho continua sendo indispensável, mas seria um segundo momento e só com os melhores candidatos escolhidos após a análise do vídeo, na entrevista presencial o RH tiraria dúvidas relevantes, as quais por vídeo não foram sanadas.

Com essa proposta de inovação implantada, muitas empresas eliminariam as grandes filas de candidatos nos processo de entrevistas, custos com papeis e outros. O diferencial que muitas empresas possuem é a mão de obra qualificada, com isso muitas vêm buscando novidades para sair na frente e encontrar os melhores profissionais o mais rápido possível. Nesse sentido, a gravação de entrevistas é um recurso muito útil. Graças a ele, é viável compartilhar o processo com várias pessoas, possibilitando que apontamentos e comentários pertinentes sobre o desempenho de cada candidato sejam feitos. Isso faz com a decisão seja tomada com a ajuda de múltiplos fatores, aumentado as chances de uma melhor contratação. Essa é, também, uma maneira de alinhar a comunicação interna e reconhecer adequadamente as necessidades. A partir da expressão das outras partes interessadas, é possível gerar uma atuação muito focada, que resulta na melhor escolha.

Os recursos audiovisuais trazem dinamismo, economia e maior eficiência para os processos seletivos. Com isso, são elementos de grande auxilio e que devem ser considerados em sua estrutura.

 

 

REFERÊNCIAS

BESSANT, J; TID, J. Inovação e Empreendedorismo.  Porto Alegre: Bookman, 2009.

CHIAVENATO, I. Gestão de pessoas: o novo papel dos recursos humanos nas organizações. 4. ed. Barueri, SP: Manole, 2014.

COMPLEO. Como os recursos audiovisuais têm auxiliado os processos seletivos. Disponível em <http://blog.compleo.com.br/como-recursos-audiovisuais-tem-auxiliado-processos-seletivos/>. Acesso em: 02 dez 2018.

FRAGOSO, A. I.M. A influência das redes sociais nos processos de recrutamento e seleção. 163 f. Dissertação (Mestrado em Economia e Gestão de Recursos Humanos) – Universidade do Porto/Faculdade de Economia, Portugal, 2017. Disponível em: < https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/108443/2/226762.pdf>. Acesso em: 05 dez 2018.

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