O Uso de Aplicativos Móveis em Telefones Celulares para Marcação e Consultas

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As tecnologias em saúde vêm se adaptando às necessidades humanas onde telefones celulares tem ganhado destaque ao incorporarem funções antes encontradas somente em computadores e tablets. O uso de informações para a saúde de forma organizada e segura funciona como um grande aliado no avanço dos serviços de saúde para a melhoria do serviço e aumento da qualidade de informação e acesso de usuários às plataformas.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autor: Ana Paula Mendes Barros Fonseca – aluna do curso de Auditoria, Planejamento e Gestão em Saúde

Orientadora: Profa. Ma. Bruna Almeida

 

As tecnologias em saúde vêm se adaptando às necessidades humanas com o passar dos últimos anos configurando-se como uma forma de atividade capaz de modificar e produzir algo novo. Com o aparecimento das tecnologias de informação e comunicação, começaram-se a incorporar políticas de tecnologias capazes de enfrentar desafios e necessidades humanas nos âmbitos sociais, biológicos e mentais. Desta forma, o uso de equipamentos móveis com acesso à internet vem facilitando o surgimento e oferecimento de aplicativos móveis (Apps) para as mais variadas atividades. (ARRAIS e CROTTI, 2015). Trata-se de um estudo bibliográfico sobre a utilidade de aplicativos de celulares para o avanço em saúde.

Segundo os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), aplicativos móveis são, (SOUZA, 2019):

[…] programas de computador ou softwares instalados em dispositivos eletrônicos móveis que possuem ampla variedade de funções e usos que incluem televisão, telefone, vídeo, música, processador de texto e serviço de internet.  É possível acessá-los por meio das “lojas de aplicativos”. Alguns são gratuitos, e outros pagos. Normalmente são destinados a dispositivos móveis, mas também podem ser baixados para computadores menos portáteis, como laptops ou desktops […].

Telefones celulares tem ganhado destaque ao incorporarem funções antes encontradas somente em computadores e tablets. (AMORIM et al, 2018). Com isso, celulares tradicionais vão perdendo espaço para outros dispositivos que somam além de funcionalidade o uso de internet e compatibilidade com os mais variados tipos de aplicativos. (IGARASHI, 2019).

O uso de informações para a saúde de forma organizada e segura funciona como um grande aliado no avanço dos serviços de saúde e práticas terapêuticas, facilitando o acesso de usuários tanto aos serviços quanto às informações que podem ser trocadas enquanto profissional e paciente. Deste modo, o uso de aplicativos para marcação de consultas ou até mesmo a execução de consultas online estão se tornando cada vez mais comuns na aplicação de tecnologia em saúde. (SOUZA, 2019). A resolução nº 2.178 do Conselho Federal de Medicina (2017), regulamenta o uso de aplicativos móveis para consulta médica em domicílio reconhecendo a inevitabilidade ao uso de tecnologias para melhoria do serviço.

No Brasil, por exemplo, aplicativos como a “Docway” auxiliam no serviço sob demanda ao fornecer diferentes especialidades médicas à domicílio aos pacientes. Já o aplicativo “Clinio”, viabiliza apenas consultas domiciliares de baixa complexidade para a região metropolitana do Recife.  O objetivo dessas tecnologias para os serviços de saúde é facilitar o acesso dos usuários que enfrentam situações de demora na garantia do serviço até a possibilidade de escolha de preços e valores de consultas definidas por cada médico ou instituição. (PEREIRA, 2019).

Deste modo, vale ressaltar a necessidade de reciclagem dos profissionais, a obrigatoriedade na criação de políticas públicas que fortaleçam a segurança de informações trocadas via aplicativos e a regulamentação detalhada de leis e resoluções que justifiquem o uso da tecnologia para a saúde. A facilidade no acesso e a usabilidade no serviço só terá garantia mediante o estudo completo de maneiras que assegurem tanto profissionais quanto população ao uso destas tecnologias para a melhoria do serviço e aumento da qualidade de informação e acesso de usuários as plataformas.

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REFERÊNCIAS

AMORIM, DNP; SAMPAIO, LVP; CARVALHO, GA; VILAÇA, KHC. Aplicativos móveis para a saúde e o cuidado de idosos. Rev Eletron Comun Inf Inov Saúde. 2018 janeiro – março. Disponível em: <https://www.reciis.icict.fiocruz.br/index.php/reciis/article/view/1365/2199>. Acesso em 10 setembro 2019.

ARRAIS, RF; CROTTI, PLR. Revisão: aplicativos para dispositivos móveis (“Apps”) na automonitorização em pacientes diabéticos. Journal of Health Informatics. 2015 outubro-dezembro. Disponível em: < http://www.jhi-sbis.saude.ws/ojs-jhi/index.php/jhi-sbis/article/view/359/245>. Acesso em 03 setembro 2019.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA. RESOLUÇÃO CFM Nº 2.178, DE 14.12.2017

Regulamenta o funcionamento de aplicativos que oferecem consulta médica em domicílio. Diário Oficial da União. 28.02.2018 – pág. 138 – Seção 1. Disponível em: <https://www.editoraroncarati.com.br/v2/Diario-Oficial/Diario-Oficial/RESOLUCAO-CFM-N%C2%BA-2-178-DE-14-12-2017.html>. Acesso em 20 setembro 2019.

IGARASHI, IY. EDAMIGO: Um aplicativo de auxílio a idosos na ingestão de medicamentos. UFSC. Florianópolis, 2019. Disponível em: <https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/197800/PCC%20-%20Isadora%20Igarashi_v2.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em 11 setembro 2019.

PEREIRA, GM. Suporte a Decisão Multicritério em Aplicativos de Saúde Sob Demanda. UFRPE. Recife, 2019. Disponível em: <http://www.repository.ufrpe.br/bitstream/123456789/1079/1/tcc_gustavomagalh%C3%A3espereira.pdf>. Acesso em 20 setembro 2019.

SOUZA, BVPS. Aplicativos Móveis para Gestantes: uma revisão de literatura. UFRJ. Rio de Janeiro. 2019. Disponível em: <https://pantheon.ufrj.br/bitstream/11422/7403/1/BVPSSOUZA.pdf>. Acesso em 03 setembro 2019.

 

 

 

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