O Processo de Humanização nas Unidades de Urgência e Emergência

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Humanizar em saúde é adotar posturas e práticas que valorizem os trabalhadores e usuários, estimulando neles a corresponsabilização e a autonomia, assim como a ampliação do acesso com atendimento resolutivo e a valorização do trabalhador. Nesse contexto, é essencial a implementação de cursos de aperfeiçoamento em humanização sobretudo em unidades de urgência e emergência por ser um ambiente de estresse contínuo.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autora: Luciana Mendonça da Silva – Aluna do curso de pós-graduação em Assistência em Urgência e Emergência

A Política Nacional de Humanização (PNH) foi criada em 2003, com o intuito de construir uma política de qualificação do SUS. Sua base principal é a participação e corresponsabilização dos sujeitos envolvidos nos diversos processos de trabalho em saúde – usuário, trabalhadores e gestores –, norteados por valores tais como: autonomia, protagonismo, corresponsabilidade, vínculo solidário e participação coletiva no processo de gestão. Bem como a ampliação do acesso   com atendimento resolutivo e a valorização do trabalhador (SOUSA et al. 2019).

Nesse sentido, há necessidade de formar profissionais competentes para atender as altas demandas que os serviços requerem, principalmente nas unidades de pronto atendimento. Ademais, nas unidades de urgência e emergência além dos conhecimentos e habilidades do profissional, é imprescindível a adesão de condutas específicas e individualizadas conforme a necessidade do doente, com o intuito de ofertar uma assistência digna e humanizada a quem busca por esse tipo de atendimento, que no caso da humanização, inclui acolhimento, comunicação, diálogo, resolutividade, respeito e saber ouvir (MENEZES, ESCÓSSIA, 2018).

De acordo com Siqueira (2019), o processo de humanização em saúde é expressado pelo acolhimento, que além da escuta qualificada, conta com a adoção de uma postura que identifica as necessidades do doente e oferta o atendimento mais adequado. Outrossim, tratando-se de urgência e emergência, o acolhimento requer ainda mais habilidade do profissional de enfermagem, devido à necessidade de atendimento imediato, amplo conhecimento técnico e emprego de recursos.

Diante disso, os serviços de urgência e emergência, pela complexidade do atendimento, demandam maior dedicação no processo de cuidado em saúde, visto que são ambientes geradores de tensões difíceis, tanto para os profissionais, como para os pacientes e familiares que chegam em busca de soluções rápidas, muitas vezes em risco iminente de morte. Desse modo, acarretam maior dificuldade na implementação de práticas humanizadas, devido à necessidade de técnicas ágeis que acabam culminando em comportamento mecânico e biologicista do profissional (OLIVEIRA, OLIVEIRA, 2020).

Outros problemas na implantação de um atendimento humanizado nas urgências também são citados por Gregório e colaboradores (2021), tais como: grosseria, insegurança, fadiga, ansiedade, mudanças abruptas, dificuldades de relacionamento e introspecção, todos eles podem contribuir para o surgimento de situações conflituosas entre profissionais e usuários e, consequentemente afetar o desenvolvimento do cotidiano da unidade e prejudicar o cuidado ao indivíduo.

Nesse sentido, a capacitação dos profissionais de enfermagem que recebem essa demanda se torna essencial, para que possam intermediar esses conflitos e ofertar um serviço de qualidade de forma acolhedora, segura e humanizada (SOUSA et al. 2019).

Sugere-se a implantação de cursos de capacitação mensal em todas as unidades de urgência e emergência do Estado do Maranhão, a fim de proporcionar um atendimento mais humanizado, além de proporcionar suporte técnico e emocional aos profissionais desses setores para que consigam desempenhar melhor seu trabalho com humanidade e competência.

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REFERÊNCIAS

GREGÓRIO, S. S.; BARBOSA, F. L. F.; BEZERRA, M. M. M. Atendimento humanizado nas unidades de urgência e emergência. Rev. Mult. Psic. v.15, n. 55, p. 395-401, Maio/2021.

MENEZES, A. A.; ESCÓSSIA L. A Residência Multiprofissional em Saúde como estratégia para a humanização: modos de intervir no cotidiano de um hospital universitário. Revista de Psicologia, v. 30, n. 3, p. 322-329, set.-dez. 2018. Disponível em: https://doi.org/10.22409/1984-0292/v30i3/5561. Acesso em: 20 out. 2021.

OLIVEIRA, R. J.; OLIVEIRA, M. F. Os profissionais de enfermagem frente ao acolhimento humanizado nas unidades de urgência e emergência. Caderno Saúde e Desenvolvimento, v. 9, n. 17, 2020.

SIQUEIRA, Arline de Jesus. Enfermeiro: atendimento humanizado em urgência e emergência. 2019. 48 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) – Faculdade de Educação e Meio Ambiente – FAEMA, Curso de graduação em Enfermagem. Ariquemes, RO, 2019.

SOUSA, K. H. J. F. et al. Humanização nos serviços de urgência e emergência:
contribuições para o cuidado de enfermagem. Rev Gaúcha Enferm. vol. 40, 2019. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-1447.2019.20180263. Acesso em: 20 out. 2021.

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