O Direito como segunda (ou primeira) Graduação

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Direito Graduação

Um questionamento comum a quem já possuí uma graduação ou que já está inserido no Mercado de Trabalho é sobre os ganhos em se fazer um curso de Direito. Existe um prestígio relacionado a este curso, mas a pergunta que importa é: “Cursar Direito pode me trazer alguma vantagem do ponto de vista pessoal ou profissional?”.

Não resta dúvida que a formação e o conhecimento adquirido com o curso de Direito poderão facilmente ser utilizados em diferentes áreas do conhecimento e oportunizar aquela tão almejada promoção. Também permite acesso a um grande número de concursos que exigem formação específica.

Porém, a indagação que ainda sobrevive diz respeito ao investimento em um curso que exige uma grande carga de leitura, atualização constante, bem como uma série de atividades complementares, estágios, muita dedicação e esforço.

Claro, qualquer graduação exige muita dedicação e esforço, especialmente para aqueles que desejaram se destacar na carreira que escolheram. Com o Direito não é diferente, entretanto, exige de seus acadêmicos uma certeza de que terão que se debruçar em diversos assuntos, diversas áreas do conhecimento e neste ponto, que começamos a responder o questionamento inicial: vale a pena uma segunda formação em Direito?

O Direito como um sistema, um conjunto de leis e costumes não é tão fechado hermeticamente em si mesmo como alguns defendem, antes disso, é um diálogo vivo com as outras áreas do saber e com a sociedade. Equivale a dizer que tão vastas são as possibilidades através da formação em Direito quanto são os campos do saber e das atividades humanas.

Agora que o peixe já foi fisgado e vendido, vamos considerar as sinergias diretas que o curso possui com outras áreas e atividades. No campo das Ciências Humanas Aplicadas, o Direito se relaciona muito bem com as ciências da Administração e da Gestão. A dupla formação em Direito permite ao gestor uma maior compreensão dos processos e da legislação atinente ao seu negócio, servindo não apenas para evitar armadilhas da burocracia, como ampliar a possibilidade de negócios. Esta dupla formação Gestão/Direito é muito comum para controladores, auditores e analistas, especialmente aqueles que desempenham funções na Administração Pública.

Os Economistas de igual sorte, se beneficiam muito do conhecimento jurídico, auxiliando no estudo de comportamento, análise de cenários e outros estudos que levam em consideração as regras que regem a sociedade. A dupla formação entre Direito e Contabilidade é muito valorizada, pois o conhecimento e a técnica de uma formação complementam a da outra, tornando este um profissional extremamente requisitado no Mercado de Trabalho.

Mas estas análises já são lugar comum no entendimento de quem procura uma dupla formação, pois é transparente a contribuição de uma área para a outra no desempenho profissional. Se queremos aprofundar este questionamento, devemos olhar as áreas que não são assim tão evidentes em seus benefícios.

Áreas como a Educação, Exatas e Saúde também podem se aproveitar do arcabouço teórico que o Direito oferece. Saber o Direito ajuda aquele professor de História ou Filosofia que deseja trabalhar cidadania com seus alunos, torna o pedagogo mais assertivo quanto as responsabilidades legais. Auxilia o Engenheiro na elaboração de laudos e estudos, permite atuar na fiscalização e em perícias técnicas. Permite o profissional da Saúde atuar como auditor, seja de contratos, seja de procedimentos. Ou seja, amplia a atuação destes profissionais ao fornecer ferramentas que de outra forma seriam conquistas com dificuldade e muito tempo.

Ao invés de questionar como o Direito pode agregar na sua formação já existente, você pode inverter e perceber o leque de possibilidades onde sua expertise de formação original pode ser utilizada para se tornar um profissional diferenciado no meio jurídico.

Muitos bacharéis em Direito, cuja primeira formação tenha sido este curso, percebem ao se formar que necessitam de algo que somente o tempo irá lhes proporcionar: compreensão holística e experiência de vida.

Não por acaso que muitos concursos do judiciário passaram a exigir um mínimo de experiência profissional dos bacharéis em Direito, servindo quase como uma cláusula de barreira etária e evitando assim que indivíduos muito jovens ocupassem postos que exigissem sabedoria e ponderação.

De forma alguma estamos desconsiderando o Direito como uma boa primeira formação, pelo contrário a formação inicial do curso oferece bases amplas para a construção do conhecimento. E como ocorre com outras profissões, cada vez mais se exige do recém formado conhecimentos variados, interdisciplinares e diferenciados. Essa exigência inclusive ajuda os jovens a se encontrarem nos diferentes ramos do Direito.

Mas agora considere que talvez você já tenha muitos anos como pedagoga, ou talvez esteja estabilizado como administrador, ou ainda atua já há um bom tempo no ramo esportivo, e de repente (re)descobre a vontade de voltar a estudar. Pensa, amadurece a ideia, encontra tempo e escolhe fazer o curso de Direito. Podemos estar diante do surgimento de um avaliador institucional do MEC, de um brilhante auditor fiscal, do CEO de uma multinacional, ou mesmo de um bem sucedido empresário esportivo.

Nos exemplos acima, o Direito veio agregar na carreira já existente, mas também poderia ser o surgimento de novos escritórios de advocacia especializados, em um mercado que talvez já se encontre saturado de civilistas e trabalhistas, mas que anseia urgente por profissionais especializados em diversas outras áreas além do Direito em si.

Não por acaso a formação inicial no curso de Direito é tão ampla e interdisciplinar, pois busca antes de formar um técnico da lei, preparar o futuro bacharel nas diversas áreas do saber, com conhecimentos em filosofia, economia, sociologia, etc.

Com minha formação inicial em História e hoje trabalhando com Educação e Direito, eu respondo com conhecimento de causa, que a escolha em complementar a formação inicial com o curso de Direito pode sim, ser um ponto de virada e um grande diferencial na sua carreira. Então, caso você ainda tenha dúvidas sobre fazer ou não o curso de Direito, saiba que o mesmo não serve apenas para advogados ou concurseiros, mas é uma forma de compreender melhor a sociedade.

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Autor:

Prof. Me. Mário Quintas Neto

Coordenador do curso de Direito da Faculdade Laboro.
Mestre em Ciências do Ambiente pela UFT, formação de aderência nas áreas de História Bacharelado e Licenciatura pela UFR. Bacharel em Direito pela UFT. Pós-graduação em RS: Sociedade, Política & Cultura e em Gestão Pública. Atua como professor de graduação e pós-graduação nas áreas de História, Educação, Gestão e Direito, bem como milita na Advocacia Empresarial, Trabalhista e Educacional.

                                                     

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