Livro aborda temas relacionados à assistência domiciliar

Graduado em Enfermagem e Obstetrícia pela UEMA e doutorando em Saúde Coletiva pela UFRJ, Carlos Leonardo Figueiredo Cunha, lançou recentemente o livro “Assistência Domiciliar: Atualidades da Assistência de Enfermagem”.

Organizado em 23 capítulos, o livro da Editora Rubio, aborda diversos aspectos e temáticas relacionadas à assistência domiciliar e suas modalidades. Entre eles, o capítulo “A Visita Domiciliar no Âmbito da Atenção Primária em Saúde”, escrito por Carlos Leonardo em parceria com a diretora da Faculdade Laboro, Mônica Gama, doutora em Medicina pela USP.

Confira entrevista com os pesquisadores:

FACULDADE LABORO – Como está estruturado o livro?

Profº. Carlos Leonardo Figueiredo Cunha – O livro foi elaborado com a participação de diversos pesquisadores de diferentes instituições brasileiras e internacionais, de países como a Espanha e Uruguai, sob a organização do Professor William Malagutti.  Em parceria com a Professora Mônica Gama, somos autores do capítulo intitulado “A Visita Domiciliar no Âmbito da Atenção Primária em Saúde”, onde abordamos os objetivos e etapas sobre um escore de classificação de famílias com o intuito de definir a periodicidade das visitas de acordo com as características subjetivas de cada família sob responsabilidade da equipe da Estratégia Saúde da Família. Também sugerimos um modelo de ficha guia para realização das visitas domiciliares.

FL – Que influência a visita domiciliar tem na saúde das pessoas?

Profª. Mônica Gama – Para a equipe de saúde, a visita domiciliar permite a interação com o individuo e sua família, garantindo um cuidado mais adequado à saúde dos mesmos. É fundamental para que se conheça as reais condições de vida e saúde das famílias sob sua responsabilidade, permitindo que se antecipe o cuidado ao individuo antes que ele adoeça e garantindo um  atendimento integral e humanizado ao indivíduo inserido em seu contexto familiar.

FL – Qual a importância de se planejar e utilizar um instrumento padronizado para uma visita domiciliar?

Profª. Mônica Gama – Precisamos lembrar que nem toda ida do profissional de saúde ao domicílio do usuário pode ser considerada uma visita domiciliar – para se caracterizar como tal, as equipes de saúde devem planejar previamente a sua abordagem e avaliar posteriormente o que foi identificado para definir uma estratégia de atuação naquele domicilio. Assim, se poderá contribuir com o fortalecimento de situações positivas ou para superar problemas.

FL – Como se pode fazer uma visita domiciliar de forma adequada?

Profª. Mônica Gama – O primeiro passo é definir quais domicílios tem prioridade para ser visitado e com que frequência. A definição de um escore de situações de risco permite a identificação daquelas famílias ou indivíduos que devem ser priorizados para a equipe nas visitas domiciliares. Para garantir a priorização das situações de maior risco deve-se aplicar uma escala de risco familiar, que considera, por exemplo: domicílios que tem individuo acamado, com deficiência física ou mental, com baixas condições de saneamento, com muitos moradores, com pressão alta, dentre outros. A partir dessa definição, a equipe planeja a sua abordagem e estabelece a sistemática da visita.

Foto: Coren – MA.

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