Laboro apoia mobilização do Outubro Rosa, em São Luís

Outubro começou cor-de-rosa em São Luís. Durante este mês, vários órgãos públicos e privados aderem a luta contra o câncer de mama.

Com apoio da Faculdade Laboro, a Unidade Mista do Itaqui-Bacanga está ofertando até o final deste mês serviços diferenciados para a população como parte da mobilização do Outubro Rosa.

Confira entrevista com a coordenadora ambulatorial da Unidade Mista do Itaqui-Bacanga, Márcia Barros Duarte, assistente social e aluna do curso de pós-graduação em Políticas Públicas da Faculdade Laboro.

FACULDADE LABORO – Qual a importância do Outubro Rosa?

Márcia Duarte – O Outubro Rosa é uma campanha mundial que visa chamar atenção, diretamente, para a realidade atual do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce. E nós enquanto gestores estamos engajados nessa campanha. É importante e precisamos trazer nosso quadro funcional pra que ela ocorra dentro dos parâmetros corretos. A nossa demanda é muito grande. Atendemos na Unidade Mista do Itaqui-Bacanga 58 bairros e mais a zona rural. E a gente precisa alcançar um número bem grande de mulheres nessa campanha pra que possamos trabalhar a prevenção e futuramente ter um número bem menor de mulheres com câncer de mama.

FL – Qual será a programação ao longo de todo o mês de outubro?

Márcia Duarte – Tivemos o dia 07 o “Dia D”, onde ofertamos serviços que não costumamos oferecer na unidade no dia-a-dia, como as testagens de Sífilis, HIV e Hepatite. Porque a proposta inicial do Outubro Rosa da Unidade Mista do Itaqui-Bacanga veio se diferenciando. Viemos trazer a saúde da mulher na sua integralidade e pra isso não vamos simplesmente trabalhar a prevenção do câncer de mama, vamos aproveitar que a Unidade estará cheia com muitas mulheres e trabalharemos a saúde da mulher dentro da sua integralidade passando por vários setores e especialidades.

FL – Atualmente, o que é primordial na luta contra o câncer de mama? Que tipos de ações de divulgação, abordagem interdisciplinar, diálogo?

Márcia Duarte – Tudo é importante. Mas nós como Unidade Mista trabalhamos a média complexidade dentro da saúde, fazendo uma grande busca ativa para que essas mulheres possam ter acesso ao autoexame do câncer de mama. Para que possamos detectar o maior número de possíveis casos e trata-los bem antes pra que eles não possam virar um câncer e trazer maiores transtornos.

FL – Existem alguns sinais que possam alertar as mulheres sobre um possível surgimento do câncer na mama?

Márcia Duarte – Existem muitos sinais, por isso a gente entende que o autoexame precisa ser realizado todos os dias do mês de outubro para ver se encontra algum carocinho, nódulo, secreção saindo pelo bico do seio ou febre. A gente alerta a mulher a conhecer o seu corpo justamente para entender se há algo errado.

FL – As mulheres têm adotado o hábito da mamografia no tempo certo?

Márcia Duarte – Muitas mulheres já vêm adotando esse costume, mas a gente vê que o numero ainda é muito pequeno. Por isso esta busca ativa pra gente alertar as mulheres que façam o autoexame e procurem a Unidade Básica de Saúde, onde podem encontrar vários tipos de serviço. A gente fica o tempo todo alertando sobre isso pra que não fique adormecido. E assim muito mais mulheres possam chegar até nós no período dentro da prevenção e não na busca da cura.

FL – De que forma a Faculdade Laboro tem colaborado com a realização dessa mobilização?

Márcia Duarte – A Laboro foi essencial nesse processo. Ela veio com uma parceria muito boa com a gente e comprou a nossa ideia. Comprou a nossa briga e entendeu que era importante essa mobilização. A Laboro colaborou com toda a parte de marketing e divulgação da campanha que foi essencial. Acreditamos que só estamos conseguindo alcançar esse número de mulheres por conta da colaboração que a Laboro fez.

Além disso, a Laboro já me proporcionou como aluna uma vontade maior de ser uma boa profissional. Pois minha especialização em Saúde Pública me trouxe algo a mais. Me trouxe uma técnica que eu não tinha antes de fazer a pós-graduação e hoje consigo me encontrar melhor como assistente social justamente por conta dessa qualificação.

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