Influências do padrão de beleza perante o estado nutricional

Sabe-se que os padrões de beleza têm grande influência na vida das pessoas atualmente, e grande parte oriundos das redes sociais e mídias. Tais influências, podem interferir no estado nutricional da população que considera de suma importância adequar-se aos padrões impostos.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autora: Kadija Chies, Aluna de Pós-Graduação em Nutrição Esportiva Funcional e Fitoterápica.

Orientadora: Profa. Dra. Cristiane Parente

Saúde e boa forma são assuntos interligados de forma direta. Nutricionalmente falando, um indivíduo com IMC (Índice de Massa Corporal) adequado possui um risco significativamente menor de desenvolver doenças.

Entrando no polêmico tema dos padrões de beleza, podemos observar como esses modelos vem mudando conforme o tempo. RIBEIRO, R. G; SILVA, K. S; e KRUSE M. H. L (2009, p. 71) reportaram que “devido as mudanças da sociedade com o decorrer do tempo, a visão de que um corpo magro era sinônimo de escassez de alimentos e de debilidade, transformou-se e passou a ser valorizado e desejado pela grande maioria”.

“É comum a sociedade definir categorias conforme as características consideradas normais ou comuns, o que cria uma identidade social e marca de forma negativa aqueles indivíduos que desviam desse padrão” (GOFFMAN, E. 1988, p. 6). Conforme é citado pelo autor, podemos observar que o assunto tratado não é novo, porém, vem se agravando com o decorrer do tempo:

A mídia é um dos principais fatores de risco para insatisfação com o corpo, o que leva muitas vezes de frustração a depressão, reduzindo a qualidade de vida. Além disso, é um dos grandes fatores de risco para
o desenvolvimento de transtornos alimentares” (ARNAIZ M. G. 2013, p. 6).

O impacto dessa importância, muitas vezes dada de forma implícita pelos indivíduos na mídia, tem se manifestado de forma cada vez mais negativa, uma vez que, o simples ato de alimentar-se, deixou de ser considerado simples e rotineiro e tornou-se motivo de angústia, favorecendo doenças mentais e físicas (SILVA, A. F., NEVES, L. S., JAPUR, C. C., PENAFORTE, T. R., PENAFORTE, F. R. O, 2018, p. 406).

Com base nos atendimentos que temos realizado desde 2016, é notável que há um aumento da preocupação com a estética e, menor consideração pela saúde de fato. Notamos também, relação dessas mudanças com o surgimento de inúmeros influencers digitais, os quais tendem a mostrar uma imagem que costuma fugir da realidade da maioria das pessoas.

Dentre aqueles que manifestam essa preocupação exacerbada com a imagem corporal, notamos indivíduos de IMC aumentado, correto e até mesmo abaixo do recomendado, fazendo com que todas classificações se sintam pressionadas por atingir os modelos estampados na mídia.

Portanto, é possível concluir que há de fato uma grande influência dos padrões estabelecidos no estado nutricional das pessoas e, grande parte dessa relação, não é considerada positiva, uma vez que, a população afetada pode vir a desenvolver problemas de saúde.

Assim, podemos analisar que é de suma importância que haja um acompanhamento multiprofissional, entre aqueles que procuram um profissional Nutricionista e já apresentam de alguma forma um desvio de imagem ou transtorno alimentar.

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Referências Bibliográficas

ARNAIZ, G. M. Thou shalt not get fat: medical representation and self-images of obesity in a mediterranean Society. Health. 2013, p. 1180-1189.
GOFFMAN, E. Estigma: Notas sobre a manipulação da identidade deteriorada. Rio de Janeiro: LTC, 1988, p. 6.
RIBEIRO, R.G., SILVA, K. S., KRUSE, M. H. L. O corpo ideal: a pedagogia da mídia. Rev. Gaúcha Enferm. Porto Alegre: UFRGS, 2009, p. 71-76.
SILVA, A. F.; NEVES, L. S., JAPUR, C. C., PENAFORTE, T. R., PENAFORTE, F. R. O. Construção imagético-discursiva da beleza corporal em mídias sociais: repercussões na percepção sobre o corpo e o comer dos seguidores. 2018, p. 406.

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