Implantação de Fluxo de Atendimento para Paciente Oncológico em Central de Quimioterapia

Em razão dos pacientes oncológicos constituírem grupo de risco da COVID-19, sugere-se a adoção de fluxograma para otimizar o atendimento desse público em salão de quimioterapia. O fluxograma pode contribuir para a redução do contágio, na medida em que proporciona maior autonomia e familiaridade do paciente com a rotina e menor contato com o público, sendo medida financeiramente econômica.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autora: Ivanilde Monteiro Lima – Aluna do curso de Pós-Graduação em Oncologia e Cuidados Paliativos

Diante da pandemia de COVID-19, declarada pela Organização Mundial de Saúde em 11 de março de 2020, as práticas de enfermagem, sobretudo no contexto da oncologia, estão diante de novos desafios (RAMOS, 2020). Segundo o Boletim Epidemiológico Especial n. 99 do Ministério da Saúde (2022), foram confirmados 393.217.243 casos de COVID-19 no mundo, até 05 de fevereiro de 2022. No Brasil, já se contabilizam 26.473.273 casos confirmados. No que tange à letalidade, já ocorreram 5.734.396 de mortes no mundo, e 631.802, no Brasil. (ORGANIZAÇAO PANAMERICANA DA SAUDE, 202?). 

Nos pacientes oncológicos, a COVID-19 tem impacto expressivo, gerando grande risco de óbito, devido as complicações que podem surgir durante o tratamento. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) elenca que pacientes com diagnóstico de câncer, em tratamento por quimioterapia, radioterapia e medicamentos imunossupressores ou que se submeteram a cirurgia recente estão no grupo de risco. Mas, mesmo assim, eles não devem interromper por conta própria os tratamentos, sendo necessário o devido acompanhamento médico (INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER, 202?).

Por tratar-se de grupo de risco, dentre as orientações usuais e diante do estado de calamidade faz-se necessário a criação de modelos de assistência que reforcem os cuidados prestados a essa população. Tradicionalmente, o cuidado a esses pacientes é prestado por uma equipe multidisciplinar composta por profissionais habilitados e formada basicamente por médicos, psicólogos, enfermeiros e técnicos de enfermagem. Ao enfermeiro, cabe instrumentalizar os cuidados em enfermagem, definida como a arte e ciência de assistir o doente nas suas necessidades básicas.

Antes da pandemia, para realização do tratamento, o paciente era recebido em uma recepção, onde havia o contato com outros pacientes, além de demora no início do atendimento e o fluxo do serviço ficava prejudicado. Diante do contexto de pandemia, urge a adoção de medidas que minimizem os riscos a esses pacientes. Antes, os pacientes tinham contato tanto uns com os outros como com a equipe, e permaneciam aguardando atendimento durante muito tempo na recepção, o que poderia facilitar o contágio da COVID-19. Reorganização do serviço, agendamento seguro, triagem, agilidade no atendimento, distanciamento social, controle de exames, orientações para uso de máscara, lavagem das mãos e para o não comparecimento no serviço, em caso de sintomas gripais, são potenciais medidas que minimizam os riscos de contaminação tanto para o paciente como para a equipe.Além disso, sugere-se a criação de um fluxograma de atendimento a estes pacientes. Essa ferramenta poderá ser muito importante, proporcionando maior segurança para o paciente dentro da instituição e auxiliando na manutenção de processos de trabalho de todos os membros da equipe. O fluxograma vai permitir, ainda, que o paciente seja direcionado aos setores correspondentes garantindo assim menor contato com o público e maior autonomia (SANTOS et al, 2016). Considera-se, ainda, que esta é uma alternativa economicamente viável e de baixo custo e que pode ser enviada antecipadamente ao paciente para que ele se familiarize com a rotina, diminuindo sua exposição à riscos.

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REFERÊNCIAS

INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Perguntas frequentes: Câncer e coronavírus (Covid-19). Online, 202?. Disponível em: https://www.inca.gov.br/perguntas-frequentes/cancer-e-coronavirus-covid-19. Acesso em: 15 de fev. de 2022.

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Boletim Epidemiológico Especial n. 99. Brasília, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/boletins-epidemiologicos/covid-19/2022/boletim-epidemiologico-no-99-boletim-coe-coronavirus.pdf. Acesso em: 15 de fev. de 2022.

ORGANIZAÇAO PANAMERICANA DA SAUDE. Histórico da pandemia de COVID-19. Brasília, 202?. Disponível em: https://www.paho.org/pt/covid19/historico-da-pandemia-covid-19. Acesso em: 15 de fev. de 2022.

RAMOS, Raquel de Souza. A Enfermagem Oncológica no Enfrentamento da Pandemia de Covid-19: Reflexões e Recomendações para a Prática de Cuidado em Oncologia. Revista Brasileira de Cancerologia, Online, 2020, 66. Disponível em: file:///C:/Users/ivamo/Downloads/sfreire,+Temas+atuais-3+(1)_para+publicar.pdf. Acesso em: 15 de fev. de 2022.

SANTOS, Sonia Regina Gonçalves dos. Fluxograma de atendimento pré-exame: ferramenta de enfermagem na tomografia computadorizada. Revista Atual Enfermagem in derme, Online, 2016, 78. Disponível em: https://r.search.yahoo.com/_ylt=AwrE1xPWBAxiRW4ASS_z6Qt.;_ylu=Y29sbwNiZjEEcG9zAzEEdnRpZAMEc2VjA3Ny/RV=2/RE=1644983638/RO=10/RU=https%3a%2f%2frevistaenfermagematual.com.br%2findex.php%2frevista%2farticle%2fdownload%2f354%2f237%2f/RK=2/RS=m0S_28KczZGn9z0_84qfDzXbucw-. Acesso em: 15 de fev. de 2022.

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