GESTÃO DE NEGÓCIOS: O impacto das pessoas na gestão de serviços de saúde

A gestão dos serviços de saúde não é um fim, e sim um meio para se atingir uma meta, um objetivo, no caso das empresas de saúde podemos classificar como (1) manutenção da vida das pessoas, e (2) o crescimento da organização. Nesse texto eu vou falar o quanto é importante dar atenção a gestão das pessoas e como ela está conectada com outros elementos da administração (entendendo que gestão e administração são praticamente as mesmas coisas). Gente é sempre muito importante.

Gestores não podem perder de vista que, suas ações e decisões, devem levar a organização a atingir os melhores resultados, considerando a melhor relação de custo versus benefícios, respeitando-se a sociedade, o meio ambiente e as regras do jogo que chamamos de governança corporativa. Defendo que os gestores devem dominar os diversos instrumentos, ferramentas e meios da administração para chegar nesses resultados.

Não tenho dúvida que a boa gestão de pessoas é uma das principais responsáveis pela percepção de sucesso na gestão das empresas de saúde. Gerir recursos materiais e financeiros é fundamental (e não devemos negligenciar essas áreas), porém gerir pessoas é um fator decisivo para manutenção e crescimento dos negócios de saúde, pois nesse tipo de negócios contatos entre pessoas faz parte do dia a dia. As organizações de saúde são basicamente feitas por gente para atender gente. Vendem um capital intelectual valioso, todas as máquinas e equipamentos disponíveis, estão diretamente conectadas com a necessidade de potencializar esse capital intelectual.

Entendo que os gestores devam atuar de forma estratégica nos seguintes grandes temas: (1) alinhamento estratégico dos objetivos da organização com os objetivos das pessoas, (2) diversidade e respeito às minorias, (3) políticas de equidade e (4) governança corporativa.

Destaco a ligação da gestão de pessoas com a temática do Desenvolvimento Econômico Local (DEL), onde as ações, os projetos e processos devem ser (1) socialmente justos, (2) ambientalmente corretos e (3) economicamente viáveis.

Cinco fatores fundamentais a serem trabalhados na gestão de pessoas: (1) motivação, (2) comunicação, (3) trabalho em equipe, (4) desenvolvimento de competências e (5) treinamento.

Vamos aprofundar um pouco cada um desses fatores.

(1) Motivação

O gestor não deve perder de vista que a motivação é sempre um aspecto individual, de cada pessoa, porém a organização deve trabalhar meios que permitam aos indivíduos encontrar essa força vital chamada dopamina. A organização deve implementar mecanismos que seu time possa identificar aspectos de interesse, então cada um consegue tomar a decisão pela ação. Por exemplo: (1)plano de carreira, (2)política salarial, (3)plano de cargos / carreiras e vencimentos, (4)ambientação e ergonomia, (5)projetos de qualidade de vida, (6)política de benefícios, (7)assistência social, (8)reconhecimento e premiações…

(2) Comunicação

Comunicação é uma ciência, recentemente eu conheci uma comunicóloga, uma profissional de comunicação, vou saber mais detalhes das atividades dela e comentar com vocês em próximos textos, mas preliminarmente, percebi muita energia nesta atividade. Sim, existe um rol de profissionais voltados a área de comunicação.

Quando as pessoas não sabem para onde devem ir, não sabem o que devem fazer, identifica-se um problema de aspecto estrutural, ou seja, não existe um planejamento estratégico na organização e isso deve ser corrigido. Tem ainda um problema de natureza conjuntural, acontece quando a organização não trabalha elementos de comunicação, logo pessoas não conseguem receber, processar e compreender as informações do negócio.

Essas deficiências geram vários problemas, inclusive comprometendo a existência da organização. Comunicar-se, trabalhar ferramentas, planos e metodologias nessa área, é um papel fundamental do gestor.

(3) Trabalho em equipe

Os ambientes de trabalho hoje estão cada vez mais colaborativos, as organizações têm dado menos espaço para profissionais solitários, ou ermitões ou ainda eremitas que são pessoas que gostam de ficar sozinhas trabalhar sozinhas na solidão dos seus respectivos quadrados. Os problemas por vezes são tão complexos e diversos que exigem times de trabalho também diversos para buscar alternativas e soluções considerando diversas óticas considerando óticas distintas.

O trabalho em equipe é uma característica que precisa ser desenvolvida e aplicada pelos profissionais e gestores, desde o banco no das escolas primárias às academias passando pelas famílias.

(4) Competências ­

Obter competências, depende de mais conhecimentos, mais conhecimento gera mais competência, é um ciclo virtuoso, onde todos ganham. O conhecimento não surge do nada, do além, ele não é uma força sobrenatural, ele surge do sacrifício, esforço, disciplina, dedicação, foco. A competência é semelhante. Quanto mais conhecimentos e competências das pessoas, maior é o capital intelectual que a organização possui. Pessoas mais competentes geralmente apresentam melhores resultados, não tem mágica.

(5) Treinamento

Recentemente ministrando uma aula, comentei sobre a necessidade de mais investimentos pelas empresas em treinamento de suas equipes. Um aluno que também é empresário me falou que não vai mais investir “um real” em treinamento, visto que um dos seus vendedores, tão logo concluiu treinamento pago pela empresa, foi trabalhar no concorrente.

As organizações que não investem na melhoria e modernização de seus processos no desenvolvimento de suas equipes de trabalho e no aprimoramento das competências de seus profissionais, tendem a ficar para trás e serem ultrapassadas. Os clientes pedem novidades, exigem atualizações e modernização dos processos. Nenhuma empresa deveria ficar parada no tempo. Treinamentos planejados e executados dentro de uma estratégia, alinhada ao objetivo, missão e estratégia da organização, é um poderoso instrumento que permite o desenvolvimento e o crescimento das organizações.

Sobre o estudante empresário que não irá mais investir em treinamentos para os membros de sua organização, não é, e nunca será um exemplo a seguir. Penso que a probabilidade dessa organização ficar para trás, perder mercado e ser engolida pela concorrência é muito maior do que uma que seu time.

Um conselho meu para todos os empresários é, treine bastante e constantemente a sua equipe.

Chamo ainda atenção para o aspecto do autotreinamento, preocupação que cada profissional precisa ter, para aprender, transformar, garantir sua empregabilidade, use e abuse do lifelong learning (“aprendizado ao longo da vida”).

Conclusão

A boa gestão dos negócios de saúde, depende de uma excelente gestão das pessoas, considerando que nas organizações de saúde, o capital intelectual é fundamental, e ele não se desenvolve como abiogênese. As pessoas precisam estar motivadas, treinadas e informadas sobre metas e resultados a serem alcançados. Diversos instrumentos de gestão estão disponíveis para aplicação pelos gestores, é só entrar no jogo.

Autor:

Prof. Me. Pierre Januário

Prof. Me. Pierre Januário Administrador.

Mestre em Gestão de Empresas. Especialista em Desenvolvimento Econômico Local. MBA Gerenciamento de Projetos Habilitação em Comércio Exterior. Professor dos cursos de Pós-Graduação na área de Gestão e Negócios da Faculdade Laboro. Administrador. Mestre em Gestão de Empresas. Especialista em Desenvolvimento Econômico Local. MBA Gerenciamento de Projetos Habilitação em Comércio Exterior. Professor dos cursos de Pós-Graduação na área de Gestão e Negócios da Faculdade Laboro.

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