Gamificação

A atividade lúdica é essencialmente uma atividade de aprendizado e envolvimento, afinal cada jogo tem suas regras específicas e seus objetivos a serem alcançados. Os jogos propõem uma série de desafios e estes, na medida que vão sendo alcançados, promovem recompensas ou liberam conquistas ao jogador. Muito provavelmente quem já teve experiência com algum jogo já experimentou aquela sensação de “passar de fase” para ver o que acontece na próxima. E da experiência de jogar insistentemente para ver o grande final do jogo, ou de quando o jogo é em grupo, de alcançar o objetivo primeiro que os outros jogadores, ou até mesmo de pontuar mais que os outros jogadores. Em suma, jogos podem ser muito empolgantes.

Mas afinal o que é Gamificação? 

A Gamificação é a utilização de mecânicas de jogos dentro de outros contextos e outros ambientes, ao pé da letra seria como: “jogar sem estar em um jogo”. Gamificação é um conceito relativamente novo, mas já vem sendo utilizado a muito tempo. No ambiente das empresas, a gamificação já é utilizada em diversos segmentos, como por exemplo, em restaurantes com a criação de promoções no estilo “a cada 5 refeições a 6ª é por nossa conta”, o que de certa forma estimula o cliente a cumprir com objetivos específicos para alcançar os benefícios. Algumas empresas também utilizam dinâmicas em grupo para treinamento de seus colaboradores, trabalhando assim com timing e sistemas de recompensas.

Beleza, mas o que jogos tem a ver com Recursos Humanos?

O profissional de RH deve procurar sempre fazer a manutenção dos canais de comunicação da empresa e criar formas de estreitar a relação dos empregados com a organização. Quanto mais próxima uma empresa é de seus trabalhadores, melhor e mais rápido é o feedback. Dessa forma, mais rápido também é o processo de melhoria. O gestor de recursos humanos segue como um elo de importância estratégica da empresa, promovendo qualidade ao mesmo tempo que promove produtividade.

Dentre os principais desafios do profissional de gestão de recursos humanos nos dias de hoje podemos elencar a busca constante por engajamento e motivação dos colaboradores das organizações. Sabemos que muitas empresas criam sistemas de recompensas financeiras para os seus colaboradores, não somente com o intuito de aumentar suas remunerações, mas com a perspectiva de trazer mais os seus colaboradores para dentro do contexto dos objetivos da empresa. 

Em algumas políticas de remuneração de empresas vemos: se o funcionário vender mais, ele ganha mais comissão no final do mês; ou um bônus a cada contrato fechado; ou um percentual a cada serviço prestado. Todas são formas de engajar mais o cliente interno, de valorizar melhor e motivar o funcionário e todas também são exemplos de criação de regras para o cumprimento de metas e objetivos em função de uma recompensa garantida, ou seja, gamificação.

Tá certo, só que tem um “porém”, como eu posso usar a gamificação no contexto de recursos humanos?

Para começarmos a pensar na utilização da gamificação na área de Recursos Humanos é necessário ter um objetivo claro: “Quero que minha equipe tenha mais envolvimento” ou “quero promover capacidades específicas nos colaboradores da empresa”, “quero reduzir o absenteísmo”  ou “quero promover um recrutamento”. 

Com o objetivo traçado, se faz necessário o diagnóstico da situação e dos agentes presentes, sejam setores ou sejam equipes específicas de dentro da empresa. Estes agentes terão metas ou métricas a serem alcançadas para cumprimento dos objetivos.

A equipe ou o gestor de RH ficará responsável pela escolha da melhor “ferramenta” para alcançar as métricas determinadas. Em outros termos, nesse caso, a melhor mecânica a ser aplicada. É necessário um estudo ou um conhecimento prévio sobre quais possibilidades podem ser utilizadas a cada caso. Mas é de vital importância criar uma identidade para o desafio e criar um sistema meritocrático em resposta ao desafio proposto, de modo a atrair o participante e fazê-lo abraçar a ideia. 

Algumas empresas começaram a perceber que métodos antigos de capacitação e de engajamento já não são mais tão atrativos aos colaboradores e que outros métodos podem gerar uma certa resistência a aprendizagem, dessa forma a Gamificação se traduz como uma proposta tanto inovadora quanto objetiva de solucionar possíveis problemas dentro do ambiente laboral.

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Autor:

Prof. Diogo Luiz Ferreira Ribeiro

Professor da Faculdade Laboro

Graduado em Administração pela Universidade Federal do Maranhão, especialista em Logística. Professor da Graduação da Faculdade Laboro. Sócio proprietário da Ludorama.

diogo.ferreira@laboro.edu.br

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