Foco em trabalho em equipe com base na analise crítica do livro “Se Disney administrasse seu hospital: 9 1/2 coisas que você mudaria” – Fred Lee.

O livro propõe questões relevantes de relacionamento interpessoal e ações das Instituições com o foco no trabalho em equipe. Os princípios que dela participam e toda uma gama complexa de fatores e elementos que influenciam nesses processos interativos.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autor: Áquila Corrêa Melo, aluna do MBA em Gestão de Pessoas, Liderança e Coaching.

Orientadora: Profa. Ma. Bruna Almeida

Inicialmente o livro aborda o que seria um trabalho bem executado a partir da comunicação e acolhimento, entendendo a linguagem da interatividade com o cliente (com o foco na padronização, sistemas e práticas rotineiras proposto no ato da contratação) e o conteúdo propriamente dito, que seria decidido dentro do âmbito profissional.

De acordo com a visão do autor, as duas vertentes são decisivas destacando-se: o bom desenvolvimento em atendimento prestado, integração do profissional no estabelecimento comparado ao hospital; o grande giro de pessoas em busca de excelência/referencial e soluções para a vida saudável. Os dois caminham de forma paralela e o livro propõe uma reflexão sobre a importância do recrutamento e desenvolvimento, em assumir uma postura de acordo com o que é exigido no ambiente de trabalho sendo colocados nos processos que forem designados para o candidato. Alinhando o bom desempenho do trabalho em equipe a fim de garantir excelência nos serviços prestados. Como a organização e a gestão como pessoas discursam que prioriza seu caráter humanista em detrimento do método mecanicista, o trabalho em equipe passa a ser percebida como a solução para os problemas organizacionais pela rapidez nas informações, melhoria no processo de comunicação, comprometimento e aprendizagem organizacional.

Colocamos no cenário organizacional a possibilidade de melhoraria nos resultados, com o objetivo de promover o desenvolvimento e crescimento, o trabalho em equipe passa a existir como uma nova roupagem no contexto: sendo ela uma ferramenta de gestão de pessoas para transformar o conhecimento tácito em explícito.

Para Katzenbach e Smith (1994), o trabalho em equipe é formado por um grupo de pessoas em pequena quantidade, cujo conhecimento é complementado, os membros são compromissados com as metas e todos se mantêm conjuntamente responsáveis pela performance e alcance do objetivo, uma vez que a velocidade com que as mudanças ocorrem exigem estruturas flexíveis e adaptáveis. Investigou empiricamente o desempenho do trabalho em equipe, definindo-o como um sistema de relações dinâmicas e complexas entre um conjunto de pessoas, unidas umas com as outras no interior da organização como membros de um grupo relativamente estável, que interagem e compartilham técnicas, regras, procedimentos e responsabilidades, utilizadas para desempenhar tarefas e atividades com o objetivo de atingir resultados comuns. (M, 1998).

Destacam – se as estratégias utilizadas pela gestão com pessoas no incentivo ao trabalho em equipe no sentido do envolvimento das pessoas pelas organizações. Mas toda essa complexidade também reflete a riqueza de um assunto que não se esgota na capacidade intrínseca do ser humano de produzir cada vez mais conhecimentos, transformando sempre o meio onde está inserido tendo como visão que é importante gostar do que faz, gostar de trabalhar com seus colegas, ter paixão por suas atividades refletindo nisso: cada pessoa, cada profissional, cada líder e o todo de forma geral.

Mônaco (2001) tem outra definição de trabalho em equipe: grupo típico, membros que se identificam, com predominância da unidade de espírito, coesão, relações interpessoais, engajamento pessoal e adesão total de membros ao grupo. Souza e Marques (2002) afirmam que equipe motiva os indivíduos, não se apresentando como ferramenta de cunho individual e seleta como trabalho em grupo. Para esses autores, o trabalho em equipe favorece o envolvimento das pessoas, para que o resultado de todos possam ser alcançado como um todo e possa ser maior do que a soma dos resultados individuais.

Percebemos que a comunicação deve ser intensificada para que os objetivos sejam entendidos, o líder precisa atuar na contribuição para possibilitar um clima interno favorável à disseminação de novas ideias e à melhoria das relações interpessoais, isso infere na vida do cliente levando o mesmo a ter uma visão justa diante do que é ofertado dentro da instituição.  Havendo necessidade do uso de feedback no processo ação e reação, visando a concretizar a aprendizagem organizacional.

Entretanto, percebemos que uma das maiores dificuldades ao efetivo envolvimento das pessoas para a realização do trabalho em equipe nos remete ao pensamento, que têm por modelo de gestão impositiva.  Ao mesmo tempo, entendemos a necessidade de uma análise, por parte das empresas, de suas metas estratégicas para avaliar os benefícios ao adotar o seu modelo de gestão por equipes, o conceito não se configura universal, nem sempre o trabalho em equipe pode ser o melhor caminho para a organização.  Conclui-se que adotar o trabalho em equipe como uma estratégia e a gestão com pessoas precisa estar inserida no contexto e favorecer mecanismos para que ações e atitudes possam ser introduzidas e desenvolvidas por todos os membros.  Entretanto, a análise é que nem sempre isso acontece. Como gestores devemos contribuir para gerir pessoas, fomentar decisões que possibilitem a participação dos indivíduos minimizando a distância entre as pessoas como elo no contexto organizacional, muitas vezes atuando de forma inexpressiva.

Trabalhar em equipe pode ser considerado como uma alternativa para gerir competências e idealizar o modelo da gestão para superar os problemas individuais e organizacionais capazes de proporcionar um diferencial, motivando cada vez mais o profissional.

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Referências

IENH. Manual de normas de ABNT. Disponível em www.ienh.com.br

CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos Novos Tempos, 2ª edição, totalmente revista atualizada; Teoria de Chiavenato sobre motivação; Rio de Janeiro/2004; p.04.

CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração, São Paulo, Makron Books, 1993; p430-436.

ALBUQUERQUE, L. G. Competitividade e recursos humanos. Revista de Administração Da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 27, n. 4, p. 16-28, 1992.

Gestão estratégica de pessoas. In: FLEURY, M. T. L. (Org.). As pessoas na organização. São Paulo: Gente, 2002. p.35-50.

FISCHER, A. L. Para onde vai a gestão de pessoas. HSM Management, São Paulo, v.3, n. 44, p. 53-9, 2004.

FRANÇA, A. C. L. Estratégias de recursos humanos e gestão da qualidade de vida no trabalho: o stress e a expansão do conceito de qualidade total. Revista de Administração da Universidade de São Paulo, São Paulo, v. 33, n.2, p. 40-51, 1998.

FRED LEE, livro “Se Disney Administrasse Seu Hospital: 9 1/2 Coisas que Você Mudaria” Porto Alegre; edição 1. Administração, relações e desenvolvimento. p.212, 2009.

 

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