Fitoterápicos: Aliados da Saúde Estética

A Fitoterapia é caracterizada por ser uma forma de tratar e prevenir doenças e disfunções de saúde através de plantas medicinais. Com menos efeitos colaterais e custos mais baixos do que medicações sintéticas e formulações naturais, vem sendo de grande eficácia na contribuição de tratamentos estéticos, corporais e faciais. (PASIN, 2020).

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autora: Edilene Maffessoni – Aluna do curso de pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional e Fitoterápica

Antes da colonização os índios já usavam as plantas para fim medicinais, praticavam seus rituais, com os Portugueses e escravos e isso se estendeu e diversificou mais ainda, pois cada povo trouxe consigo seus conhecimentos e tradições havendo uma miscigenação e uma alternativa para tratamento e cura de doenças. (VILELA; ABRÃO, 2017).

Com o surgimento da revolução I, avanços científicos, o surgimento de medicamentos sintéticos, os fitoterápicos foram perdendo espaço. Mas em 1978 com a conferência de Alma-Ata, à OMS reconhece as plantas medicinais e fitoterápicas com finalidade probiótica, curativa e paliativa, sendo classificada como medicina complementar alternativa no SUS. (CAMARGO; DAMASCEDO; NASCIMENTO; ROSA; MIRANDA, 2015).

JUSTIFICATIVA

Muitas patologias ocorrem no meio da estética e as mulheres estão cada vez mais exigentes quanto aos padrões de beleza atuais, e buscando vários meios de corrigir suas imperfeições em busca da juventude e valorização do belo.

Segundo Ferreira (2021), o uso de fitoterápicos, que a saúde estética está relacionada a auto estima das pessoas e as frustações e instabilidade da imagem corporal podem desencadear problemas emocionais. A autora ainda complementa que o uso efetivo e continuo de fitoterápicos, após uma avaliação individual sobre cada caso e causa, com propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, antirrábica livre emolientes, protetoras, termogênicas, as elevam os resultados benéficos do paciente quanto ao tratamento que será submetido. Alguns fitoterápicos: centelha asiática, cafeína, própolis, erva doce, camomila, ginkgo biloba, argilas, melaleuca, Hamamelis e aloe vera.

De acordo com a organização mundial da saúde (OMS) está define saúde como ausência de doença e uma saúde física, mental e social saudável. Os procedimentos estéticos aliados a outras terapias alternativas contribuem com estes objetivos, a fitoterapia seria uma dentre estas. Vários profissionais podem atuar na saúde estética: médicos, fisioterapeutas, biomédicos, enfermeiros, farmacêuticos, biólogos e dentistas. É um mercado em expansão. (GODOY; ANÍZIA; GLEICE; LEVI, 2016).

Apesar da fitoterapia ser uma prática natural e medicinal sua utilização de forma correta, segura e necessária, com conhecimento prévio pelos profissionais, pois o uso indevido pode acarretar em riscos e ser letal a saúde do indivíduo.

Realizada uma pesquisa em determinada faculdade foi possível observar que entre os acadêmicos entrevistados que, à maior parte nunca utilizariam a fitoterapia visando efeitos estéticos ou de embelezamento. (VILELA; ABRÃO; MARQUES, 2017).

Isso devido somente por terem como informação a educação adquirida por sua família de origem derivando um senso comum. Atualmente com o estudo cientifico e o uso da tecnologia é possível manipular balas, chocolates, soluções sem açúcar e suplementações, como colágenos no auxílio da prevenção e manutenção estética com paladar afetivo.

CONCLUSÃO

Toda fitoterapia apesar de ser natural, não deve ser indiscriminada e sim individualizada a cada paciente, levando em conta a sua real necessidade, peso, faixa etária e sexo, e se faz uso continuo de medicações diárias pois pode potencializa-los.

No caso do seu uso na estética não seria diferente, uso de manipulados fitoterápicos, nenhum caso ou método isolado apresenta eficácia total, o ideal seria abordagem terapêutica, envolvendo concomitantes, tratamentos estéticos e fitoterápicos e orientações ao indivíduo, sobre a importância e manter hábitos saudáveis bem como estilo de vida.

Atualmente o marketing em relação a estética é muito agressivo e prometem vantagem extraordinárias e efeitos e muitas vezes desastrosos. O fácil acesso a ervas em casas de produtos naturais e internet são de origem duvidosa, mas disponíveis ao consumo da população colocando em risco a saúde física, mental e estética da população.

O reino vegetal contribui muito com o tratamento de doenças e na potencialização de resultados de procedimentos estéticos faciais e corporais. Mas é necessário que o profissional se capacite com cursos e especialização no uso da fitoterapia a fim de esclarecer sobre riscos e excessos de utilização do mesmo e sobre sua vantagem quanto ao seu uso de forma positiva, podendo com isso aumentar a aderência do cliente ao tratamento e o estimulando de forma física e psicológica.

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REFERÊNCIAS
PASIN, Luiza; PASIN, Liliana. O uso de fitoterápicos na medicina estética. Fundação de Ensino e Pesquisa Itajubá, 2020. Disponível em: http://revista.fepi.br/revista/index.php/revista/article/view/760#:~:text=Os%20principais%20usos%20de%20fitoter%C3%A1picos,acutif%C3%B3lia%20e%20Phaseolus%20vulgaris%20para. Acesso em: 18 jun. 2022.

FERREIRA, Cirlene N. G. Uso de plantas medicinais de fitoterápicos na disfunção estética. Revista cientifica multidisciplinar: O Saber, 2021. Disponível em: https://www.revistacientificaosaber.com.br/ojs/envieseuartigo/index.php/rcmos/user/setLocale/es_ES?source=%2Fojs%2Fenvieseuartigo%2Findex.php%2Frcmos%2Farticle%2Fview%2F33. Acesso em: 14 jun. 2022.

GODOY, Isabela Martins; ANÍZIA, Stéffany Rodrigues, GLEICE, Jaqueline A. F; LEVI, Thiago S. O. A atuação do farmacêutico na saúde estética, Goiânia, 2016. Disponível em: http://www.revista.universo.edu.br/index.php?journal=3GOIANIA4&page=article&op=viewFile&path%5B%5D=3086&path%5B%5D=2038. Acesso em: 16 jun. 2022.

CAMARGO, José F; DAMASCEDO, Eurislene M. A; NASCIMENTO, Sibele A; ROSA, Luiza A. R. B; MIRANDA, Fernanda R. Fitoterapia na visão profissional da saúde na atenção primária. 9° FEPEG (A humanização na ciência, tecnologia e inovação). Disponível em: http://www.ead.unimontes.br/index.php/artigos/programacao-e-minicursos-9-fepeg. Acesso em: 15 jun.2022.

VILELA, Y. M; ABRÃO, T; MARQUES, M. J. F. S. Fitoterapia visando efeitos estéticos. Goiás: Faculdade Evangélica de Ceres, 2017.

FERNANDES, Inês Fernandes Silva Vaz. Principais plantas em dermatologia, Faro, 2014. Disponível em: https://core.ac.uk/download/pdf/61527954.pdf. Acesso em: 18 jun. 2022.

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