Estética: Possibilidades de Formação e Atuação na Área da Docência

Devido ao aumento da expectativa de vida, aumentou-se o interesse em adiar os traços de envelhecimento da população. Nesse sentido, a demanda no setor da estética apresenta-se de forma proporcional e coerente, com ampla oportunidade e um cenário que possibilita um novo perfil profissional. Frente aos resultados da crescente demanda, o objetivo do presente trabalho consiste em analisar os desafios e possibilidades da inserção dos profissionais da área da estética no âmbito da docência em sala de aula.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autor: Maristela Silva – aluna do curso de Pós-Graduação em Gestão e Docência do Ensino Superior

Orientadora: Profa. Ma. Bruna Almeida

Desde os tempos mais longínquos, homens e mulheres aspiravam a alcançar o ideal de beleza física como uma necessidade. Desse modo, muitos artifícios foram usados para suprir essa necessidade, dentre eles, os profissionais da área da beleza e saúde.

O profissional da estética apresenta como principal competência, a garantia do bem estar do indivíduo, apresenta-se como um trabalho dinâmico, devido a inovações e modas, retrata como principal característica, a facilidade de inserção no mercado de trabalho, devido ao  constante crescimento e desenvolvimento dessa área (MACHADO, 2008).

Os esteticistas são profissionais licenciados que trabalham para melhorar a aparência pessoal através de procedimentos externos. A formação nessa área consiste em três formas, cada um com suas especialidades e ramos de atuações (CARVALHO, 2006)

A formação técnica, permite ao profissional a realização de procedimentos estéticos e faciais, apresenta formação curricular coerente com a atuação e habilitação do

estudante, além de fornecer ao final do curso o certificado de formação.

O tecnólogo, possui uma abrangência maior, pois tem como possibilidade a atuação na área da docência.  De acordo com o Art. 5º Compete ao Tecnólogo em Estética, entre outras atribuições:

I – a direção, a coordenação, a supervisão e o ensino de disciplinas relativas a cursos que compreendam estudos com concentração em Estética ou Cosmetologia […] II – o treinamento institucional nas atividades de ensino e de pesquisa nas áreas de estudos com concentração em Estética ou Cosmetologia […] (GONÇALVES, 2003, p. 05)

O bacharel para além dos conhecimentos técnicos e de cosmética, é habilitado para atuar em pesquisas cientificas. Na atual conjuntura, compreende-se que a abrangência e possibilidade nesse setor é grande, nesse interim é relevante colocar que o Brasil ocupa a quarta posição no ranking a nível mundial em relação ao  ramo da indústria de beleza (PIATTI, 2006).

A busca pelo espaço no mercado de trabalho leva o estudante a optar por uma formação mais rápida, ou seja a área técnica, a qual apresenta como principal resultado uma visão empreendedora.  Entretanto a atuação do esteticista na docência por meio da graduação tecnológica é uma área promissora, sendo fundamental para a aplicação de teorias e práticas específicas, regulamentado pela Lei 959/2003. A docência permite ao profissional formar outros profissionais com um olhar crítico e reflexivo sobre sua área, transmitindo comportamento éticos e saberes específicos (GONÇALVES, 2003).

As ministrações de aulas nessa área são inerentes ao conhecimento anatomia, fisiologia, bioética e conhecimentos relacionados ao funcionamento do corpo humano.

Por se tratar de um campo profissional em expansão muitas instituições acadêmicas oferecem a graduação plena nessa área, acrescentando ao aluno um embasamento científico. Desse modo, mesmo com outras oportunidades no âmbito profissional, o esteticista, deve estar sempre atualizado, em constante aprendizagem. As novas possibilidades nessa área permitem ao esteticista um perfil profissional, pois outrora era visto apenas como “técnico em limpeza de pele” (PIATTI, 2006).  

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REFERÊNCIAS

CARVALHO, Célia Regina Fernandes. Estudo do perfil profissional e da formação acadêmica do tecnólogo em estética: Estudo de caso – FIOCRUZ/IOC. 2006.

GONÇALVES, Fernando. Projeto de Lei 959/03.2003. [s/p] Disponível em: http://www.camara.gov.br/sileg/integras/132998.pdf Acesso em 04/10/2019.

MACHADO, Lucília Regina de Souza. Revista Brasileira de educação profissional e tecnológica. V. 1, n. 1, – Brasília: MEC, SETEC, 2008

MANUAL DA PROFISSÃO. ESCLARECIMENTOS. [s/d] [s/p] Disponível em: http://tapajo.unipar.br/exaluno/profissao-view.php?uni=3&cur= 36&pro=194

Acesso em 01/10/2019.

PIATTI, Isabel Luiza. Ética na Estética: Respeito ao Cliente e Sucesso para o Profissional. 2006.

 

2 Comments:
janeiro 24, 2020

Olá gostaria de saber sobre a docência se tem curso pra fazer eu sou graduada em estética e cosmética

janeiro 24, 2020

Olá Gleiciane,

Tem sim! A Pós-Graduação em Gestão e Docência do Ensino Superior é uma ótima opção para quem tem interesse em atuar como docente na área.

Esse curso tem a opção de módulos internacionais em Portugal. E é uma parceria da Laboro com o nosso Mestrado Internacional em Educação.

Esperamos ver você em sala de aula. Até logo!

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