Espetáculo teatral para usuários de Centros de Atenção Psicossocial e Hospitais Psiquiátricos

Acontece nos dias 05 e 06 de setembro, às 15h, no Teatro João do Vale, em São Luís, o espetáculo teatral “Estamira – Beira do Mundo”. As duas apresentações serão especialmente voltadas para usuários de Centros de Atenção Psicossocial e Hospitais Psiquiátricos, assim como estudantes e profissionais da área de saúde. As entradas serão gratuitas e após as apresentações será realizado um debate com o público presente.

A ação é uma extensão da turnê de circulação que foi desenvolvida nos CAPS do Rio de Janeiro, em 2011, e em Brasilia, Goiânia e Taguatinga, em 2013. Diante dos excelentes resultados a Momoenddas Produções Artísticas, realizadora do espetáculo, resolveu fazer o movimento inverso: levar os usuários dos CAPS para o teatro, com o intuito de incentivar a reintegração social dos mesmos.

Resumo

Grande sucesso de público e crítica em 2011, “Estamira – Beira do Mundo” esteve na lista dos 10 melhores espetáculos na seleção do jornal O Globo, entre as três melhores peças em cartaz na seleção da revista Veja Rio e entre os melhores espetáculos na seleção da revista Bravo!.

Adaptação a quatro mãos para o teatro – Dani Barros e Beatriz Sayad assinam juntas a dramaturgia do espetáculo – do premiado documentário Estamira, de Marcos Prado, sobre a história real de uma mulher descoberta pelo cineasta no Aterro Sanitário do Jardim Gramacho e que se tornou personagem central de seu filme.

Uma catadora de lixo, doente mental crônica, com uma percepção do mundo surpreendente e devastadora. A peça não só é um documentário sobre Estamira, mas também um depoimento pessoal e artístico de Dani Barros, que reconheceu na história da personagem da vida real retratada no filme de Marcos Prado parte de sua experiência pessoal. O pano de fundo da história é o lixão, porta pela qual adentramos o universo de Estamira. Lá são encontradas cartas, memórias, histórias que não conseguimos jogar fora.

Com uma linguagem que passa do grotesco ao sublime, do drama à comédia, o espetáculo é palco para a tensão entre a loucura e normalidade, realidade e ficção.

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