Entrevista: avaliação de Unidade de Alimentação e Nutrição e relação com o consumidor  

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Professor Aldemir Mangabeira Junior

No Brasil, a realização de refeições fora do lar tornou-se um hábito e permitiu a ampliação do setor de serviços de alimentação. Isso devido ao estilo de vida atual que contribui para o aumento da procura por serviços de alimentação em todo o mundo, principalmente em países em desenvolvimento.

No entanto, é necessário não apenas o aperfeiçoamento constante de ações para qualidade da alimentação servida, mas também a relação com o consumidor.

Entrevistamos o professor e nutricionista Aldemir Mangabeira Junior, mestre em Nutrição Humana e Ciência dos Alimentos pela Universidade de Brasília, que ministrou na Faculdade Laboro o curso “Avaliação de Unidade de Alimentação e Nutrição e relação com o consumidor”.

FACULDADE LABORO – Qual o objetivo do curso?

Aldemir Mangabeira Junior – O objetivo é fazer primeiro as pessoas compreenderem o que faz uma boa refeição, que fatores fazem um cliente se sentir bem atendido e ter suas ideias de comer num restaurante se concretizarem numa boa experiência. Depois que conseguirmos fazer os alunos pensarem em vários aspectos, aí exercitamos várias situações de erros e acertos de atendimentos de restaurantes passando pelos direitos e deveres do estabelecimento e do cliente.

FL – Quais as principais tendências em alimentos?

Aldemir Mangabeira Junior – Eu diria que a tendência é que o mercado se define muito em função do atendimento. É um mercado muito competitivo. Onde os preços são os menores que o empresário pode fazer. E o que vai fazer um cliente se tornar assíduo num restaurante é a capacitação das pessoas. Um garçom que erra um pedido, que demora demais, uma cozinha que não está sincronizada faz com que o cliente vá se desgastando e escolha outro estabelecimento. Quem investe em fazer uma equipe bem qualificada tem mais chance de sucesso.

FL – Quais as diretrizes do Código de Defesa do Consumidor no setor de alimentação?

Aldemir Mangabeira Junior – No curso, pegamos situações pra exemplificar. Por exemplo: se você encontrar um elemento no alimento, você tem direito a devolver ou processar o estabelecimento por dados morais? Se você achar que o ponto da carne não está bom, você tem direito a devolver o prato?

FL – E quais seriam as respostas pra essas indagações?

Aldemir Mangabeira Junior – As respostas estão disponíveis para quem fizer o curso. (risos)

FL – Qual a importância do feedback? Como construir um ambiente agradável nesse setor?

Aldemir Mangabeira Junior – O empresário cai numa grande armadilha de achar que é só fazer as pessoas trabalharem com a menor jornada possível dando o máximo de si. O que a gente nota é que, com o tempo, esse funcionário – que até entra motivado – já começa a economizar forças e fazer o seu máximo, mas ele não ficará em uma casa que não dê a ele condições que o faça se sentir digno que ele tenha um salário agradável, um plano de saúde, um horário adequado, uma folga. Se não ele vai trocar seu restaurante por outro e você nunca terá uma equipe. Você passará o ano inteiro trocando pessoas. O empresário tem que criar condições para que o seu restaurante mantenha o seu funcionário. Coisas como uma assistência odontológica, um salário melhor, tratar as pessoas com dignidade, respeito e ouvi-las são fundamentais pra que ele possa ficar no seu estabelecimento. E não trocar por qualquer outro de salário igual.

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