Educação Nutricional nas Escolas

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autoras: Bethânia Oliveira Pereira NASSAU; Camila Canabrava PEREIRA; Júlia Chun Yan YANG

Curso: Nutrição Clínica e Funcional

Orientadora: Profa. Me. Bruna Almeida

 

A infância e a adolescência são caracterizadas pelo rápido desenvolvimento, ganho de massa muscular e óssea, aumentando assim, suas necessidades de nutrientes. Os benefícios da alimentação saudável são sinônimos de mais saúde e qualidade de vida, diminuição do risco de doenças com o aumento da imunidade, energia e redução do cansaço físico e mental (BRASIL, 2013)

Os maus hábitos alimentares estão associados a diversos prejuízos à saúde, entre eles a obesidade, cujos índices têm crescido nas últimas décadas como resultado do aumento no consumo de alimentos com alta densidade calórica e redução na atividade física (ALMEIDA, 2002).

Estudos mostram que o aumento de doenças crônicas em adultos está diretamente relacionado ao alto índice de obesidade na infância, principalmente por falta de informações (NERY, 2011). A partir dessas ideias que vamos resolver nosso problema: Como a escola pode influenciar para que as crianças cresçam com hábitos alimentares saudáveis?

A alimentação saudável é essencial para o crescimento, desenvolvimento e manutenção da saúde. Os hábitos alimentares inadequados acarretam problemas de saúde imediatos e também em longo prazo (VALLE, 2007). Por isso, acreditamos que uma educação nutricional nas escolas, pode levar precocemente informações que estarão vinculadas com escolhas mais conscientes no futuro, assim, podendo diminuir os altos índices de doenças no país. Educar é um processo fundamental nos primeiros anos, pois é onde ocorre à absorção das informações passadas e onde as crianças começam colocá-las em práticas.

A promoção da educação nutricional nas escolas tem como objetivo motivar a adoção voluntária de práticas alimentares saudáveis, que contribua para a aprendizagem, a boa saúde e qualidade de vida do aluno (BRASIL, 2013). Além da grande importância da família, a escola passa a desempenhar papel de destaque na manutenção da saúde da criança (SOCIEDADE, 2006). A escola é o local em que podem ser construídos valores e crenças (MONT’ALVERNE, 2013).

Estratégias que possuem formas de ensinamento lúdicas, onde as informações que serão passadas sejam de fácil absorção, como por exemplo, teatros, hortas nas escolas, cartilhas educativas para os pais, oficinas práticas com elaborações de receitas saudáveis, que poderão ser elaboradas juntamente com as crianças, são ideias fundamentais que as escolas podem aderir, tornando assim, as aprendizagens muito mais dinâmicas e aderentes.

Diante do exposto, é possível evidenciar a importância da educação nutricional no âmbito escolar, ressaltando a importância de uma boa alimentação desde cedo. Acreditamos que é necessária uma mudança no cenário escolar, inserindo a educação nutricional como um elemento pedagógico, podendo assim, no futuro obter redução nas doenças crônicas e demais problemas decorrentes de uma alimentação inadequada.

 

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, S. S. et al. Quantidade e qualidade de produtos alimentícios anunciados na televisão brasileira. Rev. Saúde Pública, São Paulo, v.36, n.3, jun.. 2002. Disponível em: < http://www.scielo.br > Acesso em: 02 abr. 2019.

ALVES, L. M. et al. Obesidade infantil ontem e hoje: importância da avaliação antropométrica. São Paulo: Ed. Anna Nery, 2011.

BRASIL. Resolução nº 4 de abril de 2015, Dispõe a alteração da redação dos artigos 25 a 32 da Resolução/CD/FNDE nº 26, de 17 de junho de 2013

MONT’ALVERNE, D. G. B.; CATRIB, A. M. F. Promoção da saúde e as escolas: como avançar. Revista Brasileira em Promoção da Saúde, v. 26, n. 3, p. 307-08, 2013.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Departamento de Nutrologia. Manual de orientação: alimentação do lactente, alimentação do pré-escolar, alimentação do escolar, alimentação do adolescente, alimentação na escola. São Paulo, 2006.

VALLE, J. M. A formação dos hábitos alimentares na infância: uma revisão de alguns aspectos abordados na literatura nos últimos dez anos. Revista APS, Juiz de Fora, v.10, n.1, p. 56-65, jan./jun. 2007.

 

 

 

 

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