Educação Física e a Tecnologia de Aplicativos Direcionada para Prevenção e Reabilitação de Lesões no Joelho

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autores: David Cruz, Jefferson Santos; Randerson Siqueira- Alunos do Curso de Fisiologia do Exercício, Biomecânica e Personal Trainer

Orientadora: Profª Ma. Bruna Almeida

 

O exercício físico é essencial para todo ser humano seja aquele que visa estética ou uma vida mais saudável. Com esta prática se alcança inúmeros benefícios, porém o número de praticantes ainda continua baixo. Segundo o IBGE (2015) o número de brasileiros que praticam alguma atividade física ou esporte é menor que 61,3 milhões, menos de 40%. Outro fator que chama atenção é o número de pessoas com problemas articulares que está cada vez mais frequente prejudicando a atividade da vida diária dos indivíduos.

A articulação é a junção entre dois ou mais ossos que permite a rotação de articulações individuais para o movimento, transferindo e dissipando a força produzida pela contração muscular e pela força da gravidade (SILVA, 2015).

Ainda temos um conjunto de estruturas presentes no joelho, segundo Silva (2015) um aramado de ligamentos (tecidos conjuntivos que impedem a movimentação excessiva da articulação), menisco (estruturas fibrocartilaginosas, ajudando a reduzir o estresse e estabilizar a articulação), cápsula articular (membrana responsável por revestir a articulação) além de outros componentes. Devendo assim ter uma maior atenção na execução de exercícios que sobrecarreguem o joelho, por isso devemos ter sempre um profissional qualificado.

Existem vários problemas articulares, entre eles a Osteoartrite que segundo Neta et al (2016) é a doença articular mais comum no mundo, o joelho é a articulação mais afetada. É uma doença multifatorial em que fatores inflamatórios, degenerativos, genéticos, hormonais e mecânicos estão envolvidos.

Outro problema bastante comum é a Condromalácia patelar que é a perda da cartilagem de uma ou mais porções da patela, agravada por atividades que aumentam a compressão entre a patela e o fêmur (TAVARES ET AL, 2011). Segundo Machado e Amorim (2005) depois de iniciado o processo a Condromalácia torna-se um processo crônico podendo interromper esportes e em alguns casos a inaptidão funcional articular prejudicando a vida do indivíduo.

O exercício físico exerce um papel fundamental e promove uma melhora na função articular e qualidade de vida das pessoas que sofrem com essas patologias. No caso da Osteoartrite Neta et al (2016)[1] realizou um estudo com objetivo de avaliar o impacto de 12 semanas de exercícios resistidos em idosos, ao final do estudo, os idosos conseguiram aumentar a força muscular, melhoraram as dores além de estarem mais funcionais.

Já em relação à Condromalácia Patelar, Chaves et al (2017) realizaram um estudo de revisão, em que obtiveram resultados positivos. Exercícios físicos sejam eles em treinamento resistido, alongamento e liberações miofasciais, quando modulado para indivíduos com síndrome de dor patelofemoral (dor na região anterior do joelho) promove melhora na função, qualidade de vida, redução da dor e estresse articular.

Diante desta problemática é necessário um profissional de Educação Física capacitado para o direcionamento das atividades adequadas a este público. Pereira et al (2010) realizou um estudo com objetivo de verificar a conduta profissional de professores de Educação Física na utilização do exercício de extensão de joelhos nos equipamentos de musculação (cadeira extensora e leg press). O estudo concluiu que os profissionais possuem uma adequada conduta quando escolhem os exercícios para pessoas com Condromalácia patelar, porém existe uma necessidade de melhor sustentar as argumentações relacionadas com a utilização de ângulos no exercício de cadeira extensora.

Com intuito de aproximar um serviço qualificado com profissionais de Educação Física capacitados a este público acometido por problemas articulares, será desenvolvido um site e um aplicativo em que o aluno poderá contratar consultorias online, assessoria esportiva além de contar com atendimentos de Personal Trainer. O sistema contará com uma equipe toda de prontidão para dar o suporte sempre que necessário, atendendo as suas necessidades além de contar com profissionais especialistas no assunto.

Benefícios são inúmeros desde a facilidade de localizar um profissional com devida capacitação em casos específico e também de rapidez no desenvolvimento de uma prescrição correta, pois quando solicitado um profissional via site ou aplicativo, o cliente deve preencher anamnese prévia facilitando o trabalho do profissional e rapidez na prestação do serviço desejado.

 

Referências bibliográficas

CHAVES, Douglas de Oliveira; ZANUTO, Everton Alex Carvalho; CASTOLDI, Robson Chacon. Influência do Exercício Físico na Sindrome da Dor Patelofemoral. Colloquium Vitae, vol. 9, n. Especial, p.205-214, 2017.

IBGE – INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA –  Práticas de Esporte e Educação Física – 2015. https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv100364.pdf – Acesso em: 15/03/2019

MACHADO, Fabio Alves; AMORIM, A. A. Condromalácia patelar: aspectos estruturais, moleculares, morfológicos e biomecânicos. Revista de educação física, v. 130, p. 29-37, 2005.

NETA, Rosa Sá de Oliveira. Impacto de um programa de três meses de exercícios resistidos para idosos com osteoartrite de joelhos, da comunidade de Santa Cruz,.Rio Grande do Norte, Brasil. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 19, n. 6, 2016.

PEREIRA, Ana Caroline Siqueira et al. Análise do conhecimento de profissionais de Educação Física referente à prescrição de exercícios físicos para portadores de condromalácia patelar. Rev. bras. ciênc. mov, v. 19, n. 1, p. 52-57, 2011.

SILVA, Valeria Regina. CINESIOLOGIA E BIOMECÂNICA. Rio de Janeiro: Copyright Seses, 2015.

TAVARES, G. M. et al. Condromalácia patelar: análise de quatro testes clínicos. ConScientiae Saúde, v. 10, n. 1, p. 77-82, 2011.

 

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