Educação Artística na Formação Docente

A formação ampliada do professor de Artes vinculada a necessidade do mercado de trabalho que solicita ao docente de Educação Artística possuir as múltiplas habilidades nas áreas artísticas – Artes Cênicas (Teatro, Circo, Dança), Música e Artes Visuais no Brasil.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autora: Fabiana Oliveira Tenório (aluna da disciplina Produção e Inovação Científica)

Orientadora: Profa. Ma. Bruna Almeida

O mercado de trabalho para o professor de arte em escolas públicas e privadas do ensino regular no Brasil exige que ele esteja apto a ministrar conteúdos de todas as manifestações artísticas.

Em contra ponto, a formação superior do ensino da educação artística é separatista e compartimentada cada uma das áreas em seu determinado departamento e expressão.

Professor de educação artística

O professor de educação artística não é um artista mesmo que ele tenha uma aptidão específica em determinado estilo, como a dança, o canto, o instrumento, a atuação, etc.

Ele deve ministrar conteúdos que tenha o conhecimento sobre os movimentos e os estilos artísticos de uma forma ampla e histórica, pois um professor de literatura não é, necessariamente, um escritor.

Pensando assim, qual o motivo das instituições de formação docente para a Educação Artística não trabalharem com todas as áreas que envolvem a arte do ensino no Brasil?

Ensino da arte

O ensino da arte no Brasil data dos Jesuítas (BARBOSA, 2012) para a formação secundária da elite da época e da catequização dos índios, pois por meio das obras artísticas foi possível ensinar os jovens ricos e domesticar o povo nativo brasileiro.

Deste momento em diante, a arte era ensinada como oficina de cunho específico para determinada atividade profissional do aprendiz ou como formação acadêmica para o estudante de arte ser um artista da corte.

A partir de 1960 o ensino da arte nas escolas regulares brasileiras continha ainda seu papel formar artistas visuais, pois somente existiam professores desta área, sendo que ele não precisava ter a formação acadêmica em nível superior, pois bastava ele ser um artista.

E atualmente é necessário ser formado em uma área artística, mesmo necessitando realizar atividades de outras manifestações artísticas.

Como destaca Ana Mae Barbosa em seu livro Arte-Educação no Brasil a respeito da formação superior do ensino da arte.

A organização do ensino artístico de grau superior antecedeu de muitos anos sua organização a nível primário e secundário, refletindo uma tendência geral da Educação Brasileira.

A educação está envolvida desde o início do século XIX na preocupação prioritária com o ensino superior, antes mesmo de termos organizado nosso ensino primário e secundário. (BARBOSA, 2012, p. 14)

Portanto, para os dias atuais, faz-se necessária uma revisão da formação acadêmica superior, visando ampliar as possibilidades do futuro docente em sala de aula para uma nova capacitação de ensino da educação artística, pois além de todas estarem intrinsicamente vinculadas de forma estética e de estilo.

O ensino da educação artística se envolve com todas as disciplinas do currículo de modo interdisciplinar, como ressalta Ana Mae BARSOSA (2012, p. 12) que a “Arte-Educação é uma área de estudos extremamente propícia à fertilização interdisciplinar (…)”.

Desta forma, a proposta na prática de uma nova formação docente em Educação Artística é ter em seu currículo o conhecimento da história das artes como ponto primordial do conhecimento.

Envolvendo as metodologias de ensino, didática e demais disciplinas ofertadas voltadas para ela, com a prática artística em formato de oficinas para as habilidades a serem executadas em sala de aula, permitindo que o aluno do ensino regular expresse de forma espontânea e criativa suas ideias artísticas, com o aprendizado teórico da arte.

Consulte nossos Cursos.

Se torne um especialista de Excelência.

Garanta já sua vaga!

REFERÊNCIAS

ALVES, Rubem. A Educação dos Sentidos: conversas sobre a aprendizagem e a vida. São Paulo: Planeta do Brasil, 2018.
BARBOSA, Ana Mae. Arte-Educação no Brasil. 7ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2012.
CORTELLA, Mário Sérgio. Nós e a Escola: agonias e alegrias. Petrópolis, RJ: Vozes, 2018.
GALVÃO, Afonso, SÍVERES, Luiz (organizadores). Formação Profissional do Professor: As Representações Sociais no Contexto Educacional. 1ª ed. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 2015.

Edital Monitoria- Estética & Cosmética

Edital Monitoria – Estética & Cosmética Faculdade Laboro informa aos interessados que se encontram abertas as inscrições para o Programa de Monitoria que tem por