Doutora Mônica Gama explica a importância da Empresa Júnior como porta aberta da graduação para o mercado de trabalho

Colocar em prática a teoria apresentada em sala de aula é um dos maiores anseios dos universitários. A necessidade de vivenciar a aplicabilidade do conhecimento é presente nos dias de hoje, sendo grande diferencial para alunos, instituições formadoras e mercado de trabalho. Essa já é uma realidade em instituições brasileiras, pois as empresas juniores têm sido destaque como iniciativa empreendedora no Brasil desde a década de 80 e, no mundo inteiro, desde a década de 60.  

De acordo com a Confederação Brasileira de Empresas Juniores, a Brasil Júnior, hoje, no Brasil, existem quase 1,2 mil empresas juniores, que realizam mais de 2 mil projetos por ano. São mais de 27 mil universitários espalhados pelo país.

FACULDADE LABORO – Professora, o que são Empresas Juniores? 

Mônica Gama – Empresas Juniores são associações civis sem fins lucrativos, formadas e geridas apenas por alunos de graduação dos mais diversos cursos e áreas. Estas empresas nascem com o intuito de melhorar as condições de aprendizado universitário do país, aplicando a teoria dada em sala de aula na prática do mercado de trabalho.

Organizadas em instituições de ensino superior, os alunos matriculados em cursos de graduação  desenvolvem projetos e prestam serviços à comunidade sob a orientação de professores, tendo como intuito contribuir para a formação pessoal e profissional dos mesmos.

FL – Como os alunos atuam nas Empresas Juniores?

Mônica Gama – Atuando em uma Empresa Júnior os alunos prestam assessoria, consultorias, realizam treinamentos, produzem material, analisam cenários, desenvolvem pesquisas e implantam projetos de intervenção em especial para micro e pequenas empresas, a custos acessíveis e com a qualidade adequada, pois possuem orientações dos professores e já estão se inserindo no mercado de trabalho.

FL – A Faculdade Laboro já organizou uma Empresa Júnior?

Mônica Gama – Sim! A Faculdade Laboro iniciou a oferta de cursos de graduação tecnológica em Redes de Computadores e em Gestão Hospitalar no primeiro semestre de 2013 – e sempre estivemos atentos a  importância de Inserir os nossos alunos em atividades práticas que garantam inserção antecipada no mercado de trabalho.

E este foi um dos pontos que, no ato de credenciamento e autorização da Faculdade Laboro junto ao Ministério da Educação, fez com que obtivéssemos excelente pontuação. Por termos, além de outros requisitos, contemplado inúmeros projetos interdisciplinares que fortalecem a prática ao longo da formação acadêmica, dentre eles a Empresa Júnior.

FL – A senhora acredita que essa vivência prática fornece uma formação diferenciada aos alunos?

Mônica Gama – Com certeza! As instituições de Ensino assumir seu papel e qualificar alunos nessa dinâmica da relação efetiva da teoria com a prática que indubitavelmente traz inúmeros benefícios acadêmicos e profissionais.

A participação em eventos, a vivência empresarial, a troca de experiências e a ampliação da rede de contatos favorece ao egresso o efetivo desenvolvimento de competências e habilidades e abre inúmeras oportunidades, assegurando ainda a qualificação do mercado de trabalho.

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