Desafios encontrados pela Melhor Idade na Era Digital

Abordaremos uma temática voltada às dificuldades enfrentadas pela melhor idade, com a inserção tecnológica no mundo digital, o que conhecemos como ciberespaço. Um avanço, que pode trazer muitos benefícios, mas que em contrapartida, podem gerar uma certa complexidade aos mais idosos, principalmente àqueles com menos instrução e/ou conhecimento tecnológico.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autor: Flauberth Rodrigues Souza – Aluno da pós-graduação

INTRODUÇÃO

A imersão tecnológica torna-se um avanço e ao mesmo tempo, um desafio diante sua complexidade. Uma problemática que vivenciamos, é de adequar essa inserção às pessoas mais velhas e que possuem menos acesso a esses meios tecnológicos. No entanto, a geração de idosos de hoje sente-se analfabeta diante das novas tecnologias, revelando dificuldades em entender a nova linguagem e em lidar com os avanços tecnológicos, até mesmo nas questões mais básicas como os eletrodomésticos, celulares e os caixas eletrônicos instalados nos bancos (KACHAR, 2003).

OBJETIVO

Este estudo tem como objetivo, investigar e analisar se essas tecnologias voltadas a esse público, estão sendo aprimoradas ao longo dessa evolução digital, e principalmente, em revelar a dificuldade que os idosos têm em acessar a programas governamentais, realizarem cadastros e até mesmo, em ter acesso a informações essenciais junto a esses órgãos.

“(…) um novo sistema de comunicação que fala cada vez mais uma língua universal digital tanto está promovendo a integração global da produção e distribuição de palavras, sons e imagens de nossa cultura como personalizando-os ao gosto das entidades e humores dos indivíduos. As redes interativas de computadores estão crescendo exponencialmente, criando novas formas e canais de comunicação, moldando a vida e, ao mesmo tempo, sendo moldadas por ela.” (Castells, 1999)

METODOLOGIA

O presente estudo consiste em um levantamento bibliográfico e documental de caráter qualitativo, que possa nos mostrar se há ou não um avanço em relação ao aprimoramento e aprendizado dessas tecnologias dentro deste público e em sites relacionados ao referido estudo. A proposta é selecionar conceitos e soluções para argumentarmos o que mudou e o que precisa melhorar no tocante à inovação tecnológica.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Com o progresso da tecnologia, a sociedade está cada vez mais dependente das máquinas, com vistas a acelerar e facilitar a realização de atividades do cotidiano. Ao mesmo tempo em que traz benefícios, a evolução tecnológica proporciona transformações nos aspectos sociais e estruturais da sociedade, apresentando à população adulta e idosa, o grande desafio de se adaptar ao mundo informatizado. Mas a questão é: como inserir e tornar fácil o acesso às novas tecnologias a esse público, principalmente, o da classe média/baixa, que possuem menos formação e um conhecimento tecnológico reduzido. O medo e resistência ao novo é visível em nossa abordagem, mas notamos que os mesmos se sentem motivados e interessados a aprender e tornarem-se independentes em frente às tarefas associadas como tecnológicas. Precisamos achar meios e alternativas menos rígidas para casarmos a ideia do novo àqueles que sentem mais dificuldades e difícil aprendizado, pois não adianta termos a evolução digital e o público da melhor idade, que na sua maioria já estão na inatividade, ficarem desamparados.

CONCLUSÕES

É preciso um elo entre pesquisadores e a população como um todo, para que se conscientizem da importância de os idosos lidarem com as tecnologias e de se tornarem independentes em suas atividades com tais dispositivos e aplicativos, garantindo a estes sujeitos, autoconfiança e o seu bem-estar na melhor idade. Portanto, a inclusão digital do idoso tornou-se um fator de qualidade de vida, conforme apontam diversos estudos e pesquisas. Apesar da existência de diversos programas, a inclusão digital do idoso ainda é um paradigma, onde há a necessidade de inclusão destes na sociedade informatizada e a falta de organizações preparadas para atender a este público.

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REFERÊNCIAS


KACHAR, Vitória. Terceira Idade e Informática: Aprender revelando potencialidades.
São Paulo: Cortez, 2003.
CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. A era da informação: economia, sociedade
e cultura. Tradução: RoneideVenancioMajer. 10ª edição. v.1. São Paulo: Paz e Terra,
1999.
Sites consultados:
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –IBGE. https://www.ibge.gov.br/
Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada – Ipea. https://www.ipea.gov.br/portal/
Observatório Nacional do Idoso. http://www.observatorionacionaldoidoso.fiocruz.br/

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