Cuidados paliativos domiciliares ao idoso

Descrever e analisar os cuidados paliativos para a população idosa em ambiente domiciliar. Desmistificar os cuidados paliativos, nos dias atuais oferecer o serviço de cuidados paliativos em casa é muito importante, a morte natural bem conduzida dando o suporte adequado para família e para o paciente reduz os problemas causados com o pós luto.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autoras: Danyelle Santos e Talita Luna (alunas do curso de Pós-Graduação em Oncologia e Cuidados Paliativos)

Orientadora: Profa. Ma. Bruna Almeida

De acordo com a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), “o significado de paliar é proteger. Paliar, derivado do latim pallium, termo que nomeia o manto que os cavaleiros usavam para se proteger das tempestades pelos caminhos que percorriam. Proteger alguém é uma forma de cuidado, tendo como objetivo amenizar a dor e o sofrimento sejam eles de origem física, psicológica, social ou espiritual. Por esse motivo, quando ouvir que você ou alguém que conhece é elegível a cuidados paliativos, não há o que temer.”

Devemos observar que diante do aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população trará uma demanda de doenças crônicas uma vez que seja progressiva ou incurável e pensar numa qualidade de vida melhor para o paciente, seus familiares e profissionais que estarão acompanhando até o fim de vida.

Por tanto todos os profissionais envolvidos no caso clínico têm a responsabilidade de atingir os objetivos principais dos cuidados paliativos, bem como a qualidade de vida, controle de:

  • dor;
  • espirituais;
  • emocionais;
  • sociais.
  • melhora dos sintomas.

Cuidados paliativos

No Brasil, em 2012, o Conselho Federal de Medicina aprovou a Resolução 1.995/12, que indica a elaboração de DAV e recomenda os cuidados paliativos como opção terapêutica para o final da vida.

Nosso maior desafio são as limitações que a família impõe em relação a responsabilidade e aos cuidados, quando o paciente está na fase final, pois não sabem como reagir no momento da chegada da morte e de viver o desconhecido, eles têm medo que o final será traumático, podendo estar relacionadas com a falta de informação em relação à doença e ao prognóstico, com a situação financeira, com o conflito entre o sentimento de quem cuida e de quem é cuidado, com a falta de conhecimento sobre a própria doença.

Essa escolha de morte em domicílio nem sempre o paciente deixou isso claro para a família e tendo como responsabilidade os familiares a tomarem essa decisão e quando se trata de uma família com muitos filhos ou irmãos a dificuldade é ainda maior, pois existem opiniões diferentes de como aquele parente desejaria seu óbito.

Profissionais da saúde

Esse assunto ainda é muito novo para os profissionais da saúde em cuidados paliativos, pois sempre foi direcionado e visto em paciente oncológicos e não pacientes idosos com doenças crônicas e incuráveis para proporcionar dignidade e diminuição dos sofrimentos.

E devemos iniciar quando o tratamento curativo não está mais atuando sendo uma decisão conjunta do:

  • paciente
  • família
  • médico.

O envolvimento com a família inicia-se com as visitas domiciliárias e, a partir desse momento, as enfermeiras conhecem o ambiente, observam as reações de cada indivíduo e investigam as necessidades do paciente e da família. Assim, elas se veem em uma posição mais favorável para oferecer um cuidado que atenda às reais demandas da família.

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REFERÊNCIAS

Ministério da Saúde (Brasil). Portaria nº 2.528, de 19 de outubro de 2006. Dispõe sobre a Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2006;

Ministério da Saúde (Brasil). Resolução da Diretoria Colegiada – RDC nº 11, de 26 de janeiro de 2006;

BURLÁ C. Paliação: Cuidados ao fim da vida. In: Freitas EV, Py L, Cançado FAX, Gorzoni ML, organizadores. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 2ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan; 2006. p. 732-739;

SOMMERHALDER C. Significados associados à tarefa de cuidar de idosos de alta dependência no contexto familiar [dissertação]. Campinas (SP): Universidade Estadual de Campinas; 2001;

DOLL J., PY L. O idoso na relação com a morte. In: Neri AL organizadora. Qualidade de vida na velhice: um enfoque multidisciplinar. Campinas (SP): Alínea; 2007. p. 279-300.

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