Coaching: Aumente os Indicadores de Inteligência Emocional e Diminua o Estresse Ocupacional no Setor Portuário

O desenvolvimento da inteligência emocional, inclusive no setor portuário, é fundamental para a saúde ocupacional, diminuindo os níveis de estresse. Objetiva-se buscar maneiras de desenvolver, nos colaboradores, cada dimensão da inteligência emocional através de ferramentas de coaching. A pesquisa trata-se de uma revisão de literatura. Indica-se um trabalho experimental para avaliar a utilização das ferramentas.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autor: Daniel Bardini- aluno do MBA em Gestão Portuária e Comércio Internacional

Uma boa qualidade de vida no ambiente de trabalho, inclusive no setor portuário, é fundamental para a saúde ocupacional, diminuindo os níveis de estresse. Para contribuir com a qualidade de vida nesse meio, lista-se como um dos fatores o desenvolvimento da inteligência emocional.

O coaching é uma metodologia para corrigir a baixa performance, melhorando a capacidade individual e organizacional. Este se relaciona à inteligência emocional, possibilitando aos indivíduos obterem consciência sobre seus atos e ações. (ELIAS, 2017).

Como justificativa para o estudo, cita-se uma pesquisa realizada pela ISMA-BR (International Stress Managemet Association no Brasil) no ano de 2010, constatando que cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofreram da síndrome de burnout (estafa física, mental e emocional relacionada ao trabalho) aquele ano. (GLÓRIA; MARINHO; MOTA, 2016). Outra pesquisa constatou que 10 (58,82%) de 17 profissionais do Porto de Santos possuíam algum nível de estresse. (CARDOSO; PADOVANI; TUCCI, 2014).

A pesquisa constitui-se em uma revisão bibliográfica e exploratória. Baseada na escala de Inteligência Emocional de Wong e Law (WLEIS) desenvolvida por Wong e Law (2002), que se constitui de 16 assertivas separadas em quatro dimensões, avaliação das próprias emoções; avaliação das emoções nos outros; uso de emoções; regulação das emoções. (DORNELLES; CRISPIM, 2021). Esta pesquisa objetiva buscar maneiras de desenvolver cada dimensão da inteligência emocional, presente nos colaboradores, através de ferramentas de coaching.

A primeira dimensão, que é a avaliação das próprias emoções pode ser trabalhada com a ferramenta “Mapa de Sentimentos Tóxicos” desenvolvida pela Febracis, uma empresa de coaching e mentoria, que além de poder mensurar as emoções (raiva, medo, inveja, etc) com uma autoavaliação (atribuindo nota de 0 a 10) de frequência e intensidade, permite refletir sobre o que causa essas emoções com os seguintes questionamentos: “o que eu comunico?”, “o que eu penso?”, “em que ambiente, pessoas ou circunstâncias?”, e “consequências físicas, mentais e espirituais”. Além disso, há uma segunda parte para programar e avaliar uma mudança de atitude, dividida em: “uma nova comunicação” (o que modificar na postura comunicativa diante dos sentimentos apresentados), “ganhos na imagem” (melhora interna e externa com a mudança de postura), e decisão (manter ou não a modificação).

Para trabalhar a segunda dimensão, avaliação das emoções nos outros (empatia), pode ser utilizada um quadro de repetição de padrões, desenvolvida a partir da lista de amor negativo e positivo de Bob Hoffman (1992). Esse quadro contém ao lado de cada traço de amor, atitude, ou admoestação (negativo, e positivo) um ambiente para marcação em cada nome (ou abreviação) dos colaboradores atuantes no setor, sendo marcados apenas se o traço for constatado. Além disso, é possível desenvolver a empatia, ao ter que marcar ou não seu próprio nome diante de cada traço. A intenção é que essa consciência das características dos seus colegas frente as suas próprias possa impactar na construção de novos padrões positivos. Após a marcação deste quadro por cada colaborador, seria importante uma breve explanação sobre a importância de desenvolver padrões positivos dentro do ambiente de trabalho.

Para o uso das emoções (automotivação) podem ser aplicadas duas ferramentas de coaching, a de Ensaio Mental, que consiste na elaboração de um desenho, elucidando etapas para alcançar um objetivo de desejo final, a fim de motivar-se durante o processo, e a ISR (Identificação de Seleção de Rotina), que identifica o que é improdutivo (deveria ser feito, mas não é) e produtivo (é feito), nesse caso especificamente quanto à rotina laboral, indicando pontos de melhoria, que se trabalhados, melhoram o desempenho profissional.

Para a regulação das emoções (controle) deve-se trabalhar nos colaboradores a definição do PROR (pare, respire, observe, e responda). Uma sequência de ação que é eficaz para relaxar os impulsos e promover uma resposta correta à situação.

Recomenda-se uma pesquisa futura para averiguar, em um período mínimo de um ano, se as ferramentas de coaching conseguem aumentar a inteligência emocional, e se esta impacta diretamente na diminuição do estresse ocupacional e do desenvolvimento da síndrome de burnout.

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