Benefícios Nutricionais de uma Farinha funcional de Arroz para o estado nutricional de celíacos

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autoras: Eliane Oliveira Barbosa; Jamile Pereira Machado; Lorena Arruda Sanches. Alunas de Nutrição Clínica e Funcional e Auditoria, Planejamento e Gestão em Saúde.

Orientadora: Profa. Ma. Walline Alves Guimarães

Para Anjo (2004), a busca por alimentos que possuam um ou mais nutrientes adicionados com efeitos benéficos para a saúde, contendo componentes com atividade fisiológica e biológica, além dos nutrientes, está cada vez mais em ascensão por parte dos consumidores. Nas últimas duas décadas, o termo funcional foi aplicado a alimentos
e adquiriu um novo e mais restrito significado, o de fornecer benefício fisiológico adicional, além de satisfazer as necessidades nutricionais.

Os cereais são parte essencial de uma alimentação saudável e estão entre os itens mais consumidos no mundo (MORATOYA et al., 2013). Nos últimos anos, tem-se observado uma relação direta do consumo de glúten, proteína presente nos cereais, gerando o aumento de casos de sensibilidade alimentar dentro da população em geral (SAPONE et al., 2012; GREEN et al., 2015).

A doença celíaca (DC) é uma enteropatia autoimune desencadeada pela ingestão de prolaminas presentes no glúten, associada a outros fatores genéticos, imunológicos e ambientais que induzem a um processo inflamatório da mucosa do intestino delgado, inviabilizando a absorção de nutrientes pelo organismo (ARONSSON et al., 2015; SILANO et al., 2016).

No mercado nacional e internacional, são encontrados vários produtos destinados aos pacientes celíacos, entretanto, sem apelo funcional, com alto custo e pobres em nutrientes. Diante disso, a farinha funcional de arroz, enriquecida com amaranto e linhaça, isenta de glúten e elaborada a partir de 3 ingredientes funcionais, ricos em proteínas, ácidos graxos poli-insaturados, ômega 3 e 6 e fibras é indicada para consumo de pacientes portadores da doença celíaca.

Segundo Santos et al.(2016) a farinha funcional, de acordo com análise centesimal, apresentou os seguintes dados: 55,8% de carboidrato, 34,09% de proteína e 7,09% de lipídeos, macronutrientes essenciais para o estado nutricional do indivíduo.

Portanto, este produto surge como uma grande alternativa para os celíacos pois oferece algo que não é visto no mercado: uma farinha que, devido a junção estratégica de ingredientes, oferece um rico aporte nutricional. Isso contribuirá para a melhoria da qualidade dos alimentos feitos a partir desta farinha, podendo ela ser usada na
fabricação de vários itens, como biscoitos, bolos, massas entre outros.

Ainda que já existam produtos destinados ao público celíaco, estes não têm um preço acessível à grande maioria da população. Portanto, a escolha dos ingredientes não apenas gerou uma farinha de alto valor nutricional como também de baixo custo, permitindo a ampliação do acesso dos indivíduos a ele, contribuindo para sua melhoria
nutricional.

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REFERENCIAS

ANJO, D. F. C. Alimentos funcionais em angiologia e cirurgia vascular. J. Vasc. Br., v.3,
n.2, p.145- 154, 2004.

ARONSSON, C. A.; LEE, H. S.; LIU, E.; UUSITALO, U.; HUMMEL, S.; YANG, J.;
HUMMEL, M.; REWERS, M.; SHE, J.-X.; SIMELL, O.; TOPPARI, J.; ZIEGLER, A.-G.;
KRISCHER, J.; VIRTANEN, S. M.; NORRIS, J. M.; AGARDH, D. Age at gluten introduction
and risk of celiac disease. Pediatrics, Springfield, v. 135, n. 2, p. 239-245, 2015.
PMid:25601977. http://dx.doi.org/10.1542/ peds.2014-1787.

GREEN, P. H. R.; LEBWOHL, B.; GREYWOODE, R. Celiac disease. Journal of Allergy and
Clinical Immunology, Saint Louis, v. 135, n. 5, p. 1099-1106, 2015.

MORATOYA, E. E.; CARVALHAES, G. C.; WANDER, A. E.; ALMEIDA, L. M. D. M. C.
Mudanças no padrão de consumo alimentar no Brasil e no mundo. Revista de Política
Agrícola, Brasília, v. 22, n. 1, p. 72-84, 2013

SANTOS,F; ABREU.G; MACHADO,J, Analise Físico-Química: farinha de arroz
enriquecida com amaranto, linhaça isenta a glúten. 2016. 68f. Trabalho de conclusão de
curso- Faculdade Estácio, São Luís. 2016.

SAPONE, A.; BAI, J. C.; CIACCI, C.; DOLINSEK, J.; GREEN, P. H. R.; HADJIVASSILIOU,
M.; KAUKINEN, K.; ROSTAMI, K.; SANDERS, D. S.; SCHUMANN, M.; ULLRICH, R.;
VILLALTA, D.; VOLTA, U.; CATASSI, C.; FASANO, A. Spectrum of gluten-related
disorders: consensus on new nomenclature and classification. BMC Medicine, London, v.
10, p. 13, 2012. PMid:22313950.

SILANO, M.; AGOSTONI, C.; SANZ, Y.; GUANDALINI, S. Infant feeding and risk of
developing celiac disease: a systematic review. BMJ Open, London, v. 6, n. 1, p. e009163,
2016. PMid:26810996. http://dx.doi.org/10.1136/bmjopen-2015-009163.

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