Atuação da Enfermagem na Segurança do Paciente

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Ao longo da década de 1990 aumentaram as evidências sobre os problemas relacionados à prestação de cuidados de saúde inseguros e tornou-se pública a necessidade de se adotar medidas para garantir a segurança do paciente. A segurança do paciente  tem se tornado um dos temas mais debatidos na área da saúde, afetando diretamente a qualidade da assistência prestada pela equipe de enfermagem.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autor: Jonas Neris Filho e Luciana Carvalho Demes, alunos do curso de Auditoria, Planejamento e Gestão em Saúde

Orientadora: Profa. Ma. Bruna Almeida

O Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), instituído pela Portaria GM/MS nº 529/2013, objetiva contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do território nacional. A Segurança do Paciente é um dos seis atributos da qualidade do cuidado, e tem adquirido, em todo o mundo, grande importância para os pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde com a finalidade de oferecer uma assistência segura.

Os incidentes associados ao cuidado de saúde, e em particular os eventos adversos (incidentes com danos ao paciente), representam uma elevada morbidade e mortalidade nos sistemas de saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstrando preocupação com a situação, criou a World Alliance for Patient Safety( Aliança Mundial pela Segurança do Paciente) que tem como objetivos organizar os conceitos e as definições sobre segurança do paciente e propor medidas para reduzir os riscos e diminuir os eventos adversos.

Diante disso, é fundamental refletir e debater sobre o papel dos enfermeiros na prestação do cuidado seguro ao paciente. Mas, por outro lado, é preciso destacar que todo profissional de saúde é passível de erros, ainda mais quando essa profissão envolve a realização de cuidados complexos, procedimentos invasivos e a permanência de horas a fio ao lado do paciente. No que se refere ao trabalho de enfermagem, os erros mais comuns a ele relacionados acontecem na administração de remédios; na transferência de paciente e na troca de informações; no trabalho em equipe e na comunicação; na incidência de quedas e de úlceras por pressão; nas falhas nos processos de identificação do paciente, na incidência de infecção relacionada aos cuidados de saúde, entre outros.

O conceito atual de segurança do paciente aponta como principais fatores responsáveis pela ocorrência de incidentes e falhas na assistência as deficiências do sistema de prestação de cuidados de saúde, em sua concepção, organização e funcionamento. A premissa é de que os seres humanos cometem falhas, e que, portanto, erros são esperados. Os erros são consequências, não causas. Embora não se possa mudar a condição humana, é possível atuar naquelas sobre as quais os seres humanos trabalham, criando defesas no sistema.

Os incidentes e falhas podem ser resultantes de problemas na prática, produtos, processos ou sistemas. As organizações de saúde são complexas e sua ocorrência é consequência de um encadeamento de fatores sistêmicos, os quais incluem as estratégias de uma organização, sua cultura, práticas de trabalho, abordagem de gestão da qualidade, da prospecção de riscos e da capacidade de aprendizagem a partir dos erros

Sete passos para a Segurança do Paciente:

1.Construir uma Cultura de Segurança

2.Liderar e apoiar os profissionais

3.Integrar atividades de gestão do risco

4.Promover um sistema de Relato de Incidentes

5.Envolver o paciente e o público (incluindo profissionais)

6.Aprender e compartilhar

7.Implementar soluções/mecanismos de segurança

Fonte: www.npsa.nhs.uk

A Portaria nº 1.377, de 9 de julho de 2013, aprova os Protocolos Básicos de Segurança do Paciente a serem aplicados utilizado em todas as unidades de saúde do Brasil.: Os Protocolos de Cirurgia Segura; Prática de Higiene das mãos e Prevenção de Úlcera por Pressão; Identificação do Paciente; Prevenção de Quedas; Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos.

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REFERÊNCIAS

  • http://revenfermeria.sld.cu/index.php/enf/article/view/907/141
  • https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/viewFile/234593/29174
  • https://www.segurancadopaciente.com.br/noticia/para-cada-uma-das-6-metas-de-seguranca-hospital-do-rio-adota-praticas-especificas/
  • http://revistaenfermagem.eean.edu.br/detalhe_artigo.asp?id=1008
  • Resolução –RDC Nº 36, de 25 de julho de 2013
  • npsa.nhs.uk
  • Gestão da Segurança do Paciente, Caderno de Segurança do Paciente – MS

 

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