Atividade Física e Qualidade de Vida em Idosos

Os estudos voltados para a terceira idade vêm crescendo ao longo dos tempos, permitindo perceber que a atividade física regular e a adoção de um estilo de vida saudável são importantes para a melhora da saúde durante o processo de envelhecimento, contribuindo assim, para o avanço do entendimento dos profissionais voltados para a área, enfatizando a melhoria da qualidade de vida.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

João Léda, aluno do curso de Fisiologia, Biomecânica e Personal Training

Orientadora: Profa. Ma. Bruna Almeida

 

A terceira idade é uma época da vida humana em que o organismo sofre muitas alterações e mutações como a diminuição da força, ânimo, disposição e estética corporal, muito embora nem sempre provoquem incapacidades que comprometam o processo vital.

Em virtude desses aspectos, acredita – se que a participação do idoso em programas de exercício físico regular pode influenciar no processo de envelhecimento, com impacto sobre a qualidade e expectativa de vida, melhoria das funções orgânicas, garantia de maior independência pessoal e um efeito benéfico no controle, tratamento e prevenção de doenças como diabetes, enfermidades cardíacas, hipertensão, arteriosclerose, varizes, enfermidades respiratórias, artrose, distúrbios mentais, artrite e dor crônica.

­­­­­­­­­­Existem diversos tipos de exercícios e modalidades relacionadas aos benefícios da saúde, porém os mais indicados para população de idosos podem variar entre uma caminhada, corrida, hidroginástica, natação, musculação, entre outros. Cada tipo de exercício físico tem uma abrangência mais específica, para que se enquadre dentro dos objetivos de cada pessoa e de seu tipo de treinamento.

A escolha da atividade é feita individualmente pelo idoso, levando em conta os seguintes fatores:

  • Preferência pessoal: o benefício da atividade só é conseguido com a prática regular da mesma, e a continuidade depende do prazer que a pessoa sente em realizá-la.
  • Aptidão necessária: algumas atividades dependem de habilidades específicas. Para conseguir realizar atividades mais exigentes, a pessoa deve seguir um programa de condicionamento gradual, começando de atividades mais leves.
  • Risco associado à atividade: alguns tipos de exercícios podem associar-se a alguns tipos de lesão. É essencial que os exercícios sejam realizados com orientação profissional para evitar efeitos indesejados ou prejuízos à saúde do praticante.

Os objetivos de um programa de exercícios devem estar diretamente relacionados às modificações mais importantes, as quais são decorrentes do processo de envelhecimento.

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REFERÊNCIAS

SANTOS, P; FORONI. P; CHAVES. M.C.F. Atividade física e de lazer e seu impacto sobre cognição no envelhecimento. Rev. Medicina, 2009.

MATSUDO, S. M., MATSUDO, V. K. R. Prescrição de exercícios e benefícios da atividade física na terceira idade. Revista Brasileira de Ciências e Movimento. São Caetano do Sul, v. 05, n. 04, p. 19-30, 1992.

VELASCO, C. Aprendendo a envelhecer: a luz da psicomotricidade. São Paulo: Phorte, 2006.

NAHAS, M. V. Atividade física, saúde e qualidade de vida: conceitos e sugestões para um estilo de vida ativo. 4 ed. Rev. Atual. Londrina, Midiograf, 2006.

CORAZZA, D. I. (2005) Influência da prática regular de atividade física sobre sintomas depressivos em idosos institucionalizados. Dissertação de Mestrado, Universidade Estadual Paulista, Rio Claro.

 

 

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