A PRÁTICA DA LEITURA PARA AS CRIANÇAS HOSPITALIZADAS NA UTI

 

Este projeto tem como objetivo utilizar os textos literários como prática educativa. Empregando como ferramenta a literatura infanto juvenil nas Unidades de Terapia Intensiva para melhoria e bem-estar das crianças e seus familiares.  Esta metodologia busca atender aos vários anseios desenvolvidos dentro deste ambiente podendo amenizar a dor e o período de internação.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autora: Bruna Fernanda N. Spessoto. Aluna do Curso de Pós-Graduação em Cuidados Intensivos em Enfermagem e Enfermagem Neonatal e Pediátrica.

Orientadora: Profa. Ma. Bruna Almeida

 

A leitura deve ser uma ferramenta utilizada no ambiente em que há a unidade de terapia intensiva, por isso uma maior atenção deve ser pontuada acerca das ações direcionadas as crianças internadas em UTI.  Segundo Abramovich (1997) quando as crianças ouvem histórias, passam a visualizar de forma mais clara sentimentos que têm em relação ao mundo. As histórias trabalham problemas existenciais típicos da infância, como medos, inveja, carinho, curiosidade, dor, perda, além de ensinarem infinitos assuntos.

A leitura realizada na Unidade de Terapia Intensiva torna-se importante para alcançar crianças e seus familiares por meio de textos literários  aproximando-os do mundo imaginário de forma a desenvolver aspectos que amenizem a dor e o sentimento que possa aumentar com o tempo de internação como afirma Gasparatto:

Como no ambiente escolar, a literatura infantil, também pode constar nas atividades da prática pedagógica junto as crianças hospitalizadas, com uma intensidade igual ou até maior que nas escolas, pois a permanência no hospital sempre gera ansiedade e tensão devido ao fato das crianças estarem doentes e longe do convívio social. (GASPARATTO 2011, p.18)

Diante deste acesso contínuo e motivador a leitura irá favorecer aos pacientes um contato direto com o mundo da imaginação e ao manusear os livros ser capaz de ouvir as histórias tanto no aspecto cognitivo quanto no sensorial. Por meio da leitura de textos literários as atividades serão integradas de maneira multidisciplinar, visando oferecer uma melhor qualidade de vida para as crianças internadas.

Conforme Silva (1992, p.57) “bons livros poderão ser presentes e grandes fontes de prazer e conhecimento. Descobrir estes sentimentos desde bebezinhos poderá ser uma excelente conquista para toda a vida.” O acesso aos livros de literatura infanto juvenil neste projeto visa proporcionar um momento prazeroso e mágico. Com didática e planejamento propor magia, encantamento e descontração.

Para Abramovich (1993, p. 23), “O ouvir histórias pode estimular o desenhar, o musicar, o sair, o ficar, o pensar, o teatrar, o imaginar, o brincar, o ver o livro, o escrever, o querer ouvir de novo (a mesma história ou outra). Afinal, tudo pode nascer dum texto!”. Neste sentido, é necessário que as crianças tenham ações voltadas para uma prática de leitura que seja motivadora e desenvolva habilidades que as torne leitores conscientes e capazes de transformar o que ler em momentos prazerosos.

Propõe-se, portanto, ações voltadas para a prática da leitura nas Unidades de Terapia Intensiva com foco nas crianças e seus familiares por meio de textos da literatura infanto juvenil desenvolver a percepção, atenção, a memoria, a disciplina, imaginação e principalmente autonomia destes pacientes para que os mesmos obtenham melhores resultados em sua recuperação.

Se você se interessou por esta área na Faculdade Laboro você vai encontrar cursos de especialização que te levarão adiante! Clique aqui e conheça os cursos nas áreas de Enfermagem

 

REFERÊNCIAS

ABRAMOVICH, F. Literatura Infantil. São Paulo: Scipicione. 1993.

ABRAMOVICH, Fanny. Literatura Infantil: gostosuras e bobices. 4.ed. São Paulo: Scipione, 1997.

SILVA, Ana Araújo. Literatura para Bebês. Pátio, São Paulo, n.25, p. 57-59, 1997.

GASPARATTO, Geisa Mari. Pedagogia hospitalar: a literatura infantil como elemento de mediação no desenvolvimento da criança hospitalizada. Maringá, 2011. Disponivel em:

http://www.dfe.uem.br/TCC/Trabalhos%202011/Turma%2032/Geisa_Gasparotto.pdf>acesso em 8 mar. 2019.

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Ranking 7 melhores cursos EAD em 2021!

A educação a distância ganhou grande destaque durante a pandemia de Covid-19 no ensino escolar brasileiro, mas a modalidade já era conhecida no ensino superior,