fbpx

Blog Laboro

Atualizado em 24/07/2020

Os programas dos bancos de alimentos tornaram-se uma das alternativas para o reaproveitamento de alimentos antes considerados impróprios para consumo humano. O Banco de Alimentos na cidade de São Luís visa combater tanto desperdícios.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autor: Daniel Santos, aluno de Pós-Graduação em Gestão Pública.

Orientadora: Professora Me. Bruna Almeida

Em meio a tantos avanços tecnológicos o desperdício dos gêneros alimentícios ainda é um dos grandes desafios enfrentados no século. De acordo com Rangel (2016, p.123 apud BELIK; CUNHA; COSTA, 2012, p. 109) “Estudos técnicos indicam que é expressivo o desperdício em todas as fases da produção até o consumo, podendo atingir a cifra de 25% da produção global de alimentos até 2050. ”

Com o objetivo de minimizar a fome e a insegurança alimentar por meio das doações dos gêneros alimentícios, os Bancos de Alimentos surgiram com o objetivo de angariar doações de bens alimentares que possam ser recuperados, propícios a alimentação humana, para distribuição com Instituições que trabalham com famílias baixa renda e possivelmente até abaixo da linha pobreza, das quais muitas crianças chegam nas instituições sem café da manhã por falta de comida em casa.

Inaugurado em junho de 2019, na Central de Abastecimento em São Luís, mais conhecida como CEASA com a qual tem parceria, o Banco de Alimentos em São Luís vem superando as expectativas em relação a arrecadação de alimentos, segundo dados só em 2019 (06 meses de funcionamento), foram doados por volta de 267 toneladas de alimentos, aproximadamente 89% da meta estipulada de 300 toneladas (conforme gráfico em anexo). Contando com mais de 45 empresas doadoras, sendo alguns supermercados e a maioria de dentro da própria Ceasa e ainda conta com órgãos do Terceiro Setor; SESI e SESC como parceiros. (SASAN, 2019).

Até o final de 2019 o Banco de Alimentos já atendia 50 instituições pertencentes a rede socioassistencial na região metropolitana da cidade de São Luís – MA, que beneficia mais de 8 mil pessoas e as 350 famílias que fazem parte do Projeto Cooperar. Os alimentos assim que chegam ao banco, passam por uma rigorosa seleção, são submetidos a vários tipos processamento classificação, higienização, embalagem adequados para cada gênero alimentício (observar fotos em anexo), e por fim são distribuídos gratuitamente às entidades que compõem a rede de proteção e promoção social. As instituições têm dia e hora agendada para buscar os alimentos e são responsáveis pela distribuição entre as famílias com quem possuem o cadastrado e também fazem um acompanhamento das mesmas.

Segundo a gastrônoma, Isabela Martins, “Os alimentos são descartados por não apresentarem uma boa aparência para venda, então são levados ao banco para serem separados e higienizados para consumo, ajudando diversas famílias.” O trabalho do Banco vai além da arrecadação e distribuição de alimentos  também envolve atividades como: Oficina sabores e saberes que visa ensinar o manuseio adequado dos alimentos, por consequente os participantes se tornam multiplicadores desse conhecimento expandindo conhecimento em seus âmbitos sociais.

Com pouco tempo de trabalho o Projeto Banco de Alimentos, aponta resultados positivos contra a fome, enaltecendo a expectativa de ampliação do mesmo na capital Maranhense e expandindo para novas atividades como cursos de panificação, fabricação de polpas e um projeto para a reciclagem dos alimentos impróprios para o consumo humano  transformando em adubo através da compostagem, e também como ração para animais, ajudando famílias que vivem da agricultara familiar de subsistência, assim  fechando um ciclo onde o desperdício caíra praticamente a zero, criando uma cadeia produtiva já que o Estado possui parcerias em diversos contratados onde a compra com a agricultura familiar é obrigatória, estabelecendo um ciclo de sustentabilidade.

0000-laboro
FONTE: SASAN, 2019

 

Se você se interessou por esta área, saiba mais sobre a Pós-Graduação em Gestão Pública.

REFERÊNCIAS

BELIK, Walter; CUNHA, Altivo Roberto Andrade de Almeida; COSTA, Luciana Assis. Crise dos Alimentos para a redução do desperdício no contexto de uma Política de Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil. Planejamento e Políticas Públicas, Campinas, n. 38, 107-132, jan.-jun. 2012. Disponível em: <http://www.ipea.gov.br&gt;. Acesso em 03 de maio de 2020.

VERDAN RANGEL, Tauã Lima. O PROGRAMA BANCO DE ALIMENTOS COMO INSTRUMENTO DE CONCREÇÃO DO DIREITO HUMANO À ALIMENTAÇÃO ADEQUADA. Lex Humana, v. 8, n. 2, fev. 2017. ISSN 2175-0947. Disponível em: dialnet.uniroja.es. Acesso em 10 de maio 2020.

SASAN, BALANÇO DAS AÇÕES 2019. SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO SOCIAL (SEDES) – MA 2019.

MARTINS, Isabela Marina F. ISABELA MARINA FERNANDES MORAES:  depoimento [mai.2020]. Entrevistador: Daniel Santos: Faculdade Laboro,2020. 20min. Entrevista concedida ao Projeto de Pesquisa para conclusão de Pós Graduação em Gestão Pública.

LISBOA, Cleudilene Sampaio. CLEUDILENE SAMPAIO LISBOA:  depoimento [jun.2020]. Entrevistador: Daniel Santos: Faculdade Laboro,2020. 30min. Entrevista concedida ao Projeto de Pesquisa para conclusão de Pós Graduação em Gestão Pública.

ABREU, Carolline Ramos de. CAROLLINE RAMOS DE ABREU:  depoimento [jun.2020]. Entrevistador: Daniel Santos: Faculdade Laboro,2020. 30min. Entrevista concedida ao Projeto de Pesquisa para conclusão de Pós Graduação em Gestão Pública

Deixe aqui o seu comentário ou dúvida sobre o que acabou de ler 😉