A Importância do Aleitamento Materno na UTIN

Existe muita dificuldade materna em desenvolver o aleitamento materno após a alta em recém-nascidos ou prematuros que precisaram ser encaminhados para a UTIN logo após o nascimento, por isso a importância de auxiliar essas mães, a melhor forma de não se perder esse vínculo de aleitamento em seio materno e ressaltar a importância da amamentação.

Este texto é fruto da disciplina de Pós-Graduação “Produção e Inovação Científica” ministrada como último módulo para a formação dos alunos da Laboro. Nela, os alunos aprendem como aplicar conceitos e ferramentas de forma assertiva e criativa para fomentar a inovação na ciência.

Autora: Rebeca Leite – Aluna do curso de Pós-graduação em Assistência e UTI em Enfermagem Neonatal e Pediátrica

O recém-nascido pré-termo (RNPT) que necessita de internação em unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) e alimentação por meio de sonda gástrica pode apresentar, como consequência, atraso da maturidade da função de sucção e sua atividade coordenada com a respiração e a deglutição, dependendo da idade gestacional e do peso ao nascimento. Para a alta hospitalar, é necessário que o recém-nascido (RN), além de obter condições sistêmicas, recupere também a atividade de sucção para que a alimentação oral seja segura (COLLINS, 2004, p.329:193-8).  

Sendo assim, diante todas as formas de nutrir o RNPT, o leito humano é o mais indicado, salientando que o leite produzido pelas mães de recém-nascido pré termo se difere em sua composição comparado ao das mães de crianças a termo, com maior teor de proteínas com funções imunológicas, sais minerais, nitrogênio, vitaminas A, D e E, além da menor concentração de lactose, tornando-se um leite mais “completo”, como forma de compensar a prematuridade (DELPINO; AULER, 2008).

O leite materno por via oral deve ser introduzido levando em consideração aspectos relacionados a estabilidade clínica do RN, peso, estado comportamental, presença de reflexos orais que são avaliados e estimulados pelo fonoaudiólogo, quadro respiratório e ausência de intercorrências clínicas. O processo de desmame direto da sonda para o seio materno em prematuros favorece benefícios ao sistema estomatognático do bebê, contando com uma melhora significativa desenvolvimento global do prematuro, da saúde materna e das relações afetivas da família (MEDEIROS, et al., 2011).

Porém, amamentar é uma decisão pertinente a cada mulher, que sofre influências decorrente do contexto social em que ela está inserida (UNICEF, 2008). O principal papel da equipe de enfermagem é apoiar, incentivar e orientar as mães sobre todos os benefícios que a prática do aleitamento pode oferecer tanto para à mulher como para a criança prematura ao longo da vida, bem como esclarecer dúvidas durante o período de internação neonatal propondo intervenções que façam da lactação um processo mais efetivo e seguro (BAPTISTA ET. AL, 2015)

O leite materno é incontestavelmente o mais ideal para alimentar o um recém-nascido, sendo benéfica do ponto de vista nutricional, imunológico, cognitivo e econômico. Seus benefícios são aproveitados em sua totalidade quando a amamentação é praticada por pelo menos dois anos, sendo oferecida como forma exclusiva de alimentação do lactente até o sexto mês de vida, como recomendado pela Organização Mundial de Saúde (BRASIL, 2009).

O leite materno reduz a morbimortalidade infantil, favorece o crescimento adequado e promove interação entre mãe-filho, possibilitando economia de recursos para as famílias e para a sociedade, o que constitui de um importante determinante em saúde pública (BRASIL, 2009).

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REFERÊNCIAS

Collins CT, Ryan P, Crowther CA, McPhee AJ, Paterson S, Hiller JE. Effect of bottles, cups, and dummies on breastfeeding in preterm infants: a randomised controlled trial. BMJ. 2004;329:193-8.

BAPTISTA, Suzana de Souza; ALVES, Valdecyr Herdy; SOUZA, Rosangela de Mattos Pereira de; RODRIGUES, Diego Pereira; CRUZ, Amanda Fernandes do Nascimento; BRANCO, Maria Bertilla Lutterbach Riker. Manejo clínico da amamentação: atuação do enfermeiro na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Revista de Enfermagem da UFSM, v. 5, n. 1, p. 23-31, 2015.

BRASIL. Ministério da Saúde. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar. Brasília, DF; 2009.

DELPINO, Fabiane Samara; AULER, Flavia. Terapia Nutricional em recém-nascidos

prematuros. Saúde e Pesquisa, v. 1, n. 2, p. 209-216, 2008.

MEDEIROS, Andréa Monteiro Correia et al. Caracterização da técnica de transição da alimentação por sonda enteral para seio materno em recém-nascidos prematuros. J Soc Bras Fonoaudiol, v. 23, n. 1, p. 57-65, 2011.

UNICEF. Manual de Aleitamento Materno – 2012 Edição revista 2008.

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